Dossiê preenchido e entregue; programa pago; application online; finalmente chegou o tão esperado momento de grudar no site da agência e atualizar a página a cada 5 minutos para ver se já temos alguma família em vista. Me fala, quem nunca?

Aquele momento de tensão e ansiedade misturados, desespero de conseguir fechar logo, medo de não conseguir conversar decentemente com as famílias; todas nós já passamos ou vamos passar por isso e o melhor é se preparar psicologicamente, mas acima de tudo, saber exatamente o que perguntar para não decepcionar lá na frente.

Esse primeiro contato com a família é crucial: é onde vai nascer aquela primeira impressão, aquele primeiro feeling. Muitas pessoas fecham com a primeira família, enquanto outras fecham com a décima. Não tem regras, cada um tem o seu momento.

Quando o contato começa por email, é melhor. Você pode se sentir mais segura escrevendo e consegue se expressar de forma mais clara. O problema é quando o email vira uma ligação… aí o bicho pega! Garantir que você realmente entendeu o que a host family precisa e procura é meio caminho andado: é por aí que você vai montar uma base das coisas que preenchem seus requisitos ou não. Mas que requisitos?

Pois bem… quando eu estava preenchendo meu application, eu fiz uma lista pessoal do que seria a família ideal para mim: máximo de 2 crianças, próximo a uma cidade grande, finais de semana off, acesso ao carro, tv no quarto e, inicialmente, gostaria que fossem crianças mais novas.

A primeira família que pegou meu application foi uma de Eastchester (NY) com duas crianças, não me recordo a idade. Me mandaram email para combinar a ligação e finalmente o telefone tocou. Foi um choque! Eu não entendia muita coisa, mal conseguia falar tamanho era meu nervosismo. Mas consegui fluir depois de alguns minutos. Mas logo de cara eu sentia que não era aquela. Não deu certo pois eles queriam uma pessoa mais velha e eu estava com 19 anos.

Próxima família foi uma de Greenwich (CT) com 3 crianças e, assim que vi, solicitei a troca pois eu não queria nem cogitar a ideia de 3 crianças. E isso é uma coisa para você pensar: você tem que se sentir confortável e não “vou aceitar e me acostumo” pois é uma puta responsabilidade e você tem que lidar. Eu tinha consciência disso e das minhas limitações, então, 2 era meu máximo.

Mais duas famílias pegaram meu application mas não entraram em contato e conversei com uma família do Great Au Pair – vou falar sobre em outro post dedicado.

Finalmente uma família pegou meu application e eu senti uma conexão lendo o perfil. Era essa! Eu sabia! Mandaram e-mail, conversamos por email algumas vezes e eles decidiram me ligar. Acabaram me ligando num horário fora do combinado, no meu celular quando eu estava na rua, mas no final deu tudo certo, apesar da linha ter caído. Conseguimos conversar, pelo menos o básico e continuamos trocando email. Me senti segura com eles e fizeram perguntas pertinentes assim como preenchiam todos os meus requisitos – pelo menos era o que falavam…

Enfim meninas, a principal dica que eu dou para quem está nessa fase é saber exatamente o que você quer, o que você aceita e o que se sente confortável fazendo. Lembrem-se que por pelo menos um ano você viverá com essa familia e depois da coisa feita, não dá para reclamar. Converse, tire duvidas, faça perguntas por mais bestas que possam parecer, mas se são importantes para você, FAÇA! E leve em consideração os seus desejos também! Vejo muita gente falando “isso é só trabalho” mas eu discordo, é uma experiência ÚNICA de vida e deve ser aproveitada da melhor forma possível! 

Author

Write A Comment

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.