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REMATCH: como uma simples palavra pode mudar seu intercâmbio

REMATCH: quando a Au Pair ou a Host Family decidem que o match não está sendo do agrado de ambos, por n motivos, e concluem que o rematch, ou seja, a troca de au pair/familia, seja a melhor solução para os dois lados.

Como muitos aqui sabem, eu já fui Au Pair nos EUA por dois anos e foi meu primeiro intercâmbio, lá atrás quando eu tinha meus saudosos 19 aninhos. E, para quem conhece o programa de Au Pair, sabe que a palavra rematch tem um efeito assustador para quem está começando mas nunca passa pela cabeça de quem embarca nessa aventura de passar por isso. Nunca passou pela minha…

Para resumir o inicio do meu processo, senti uma afinidade muito grande só de ler o perfil dessa família e me apaixonei pelas crianças ao vê-las nas fotos. Na época, dois meninos de 2 anos e meio e outro que teria 3 meses quando eu chegasse. Era uma família que morava na Virginia, na pequenina cidade de Bristow, 40 minutos de DC.

A chegada foi simples mas foi super comemorada. Só a host mom e o bebezinho me esperaram no ponto de encontro e logo em seguida fomos encontrar o host dad e o menino mais velho no shopping para comer uma pizza e me darem as boas vindas.

CHEGANDO NA CASA

Quando chegamos na casa eu fiquei pasma com o tamanho do lugar e a beleza. Pra mim era uma mansão. 5 quartos, uma master suíte mais 3 banheiros na casa, 3 salas (pra que tudo isso?), uma cozinha de filme e um quintal pra pessoa nenhuma botar defeito. (colocaria fotos aqui mas, meu HD queimou com TODAS as fotos do meu intercambio e eu ainda estou na tarefa de recuperá-las).

O meu quarto era no andar da família, tinha o meu próprio banheiro. Quarto era simples, tinha uma comoda com TV e telefone, cama super confortável e um pequeno closet, que eu não demorei muito para me fazer sentir em casa. Como já era noite e eu estava exausta, fui dormir logo e tive uma sono de princesa para acordar no outro dia e começar meu primeiro final de semana na “América”.

COMEÇANDO A ROTINA

Depois de um primeiro final de semana maravilhoso, chegou o primeiro dia de trabalho. Não foi nada fácil. A host mom trabalhava em casa, no andar de cima e o menino, obviamente, sabia disso e não dava sossego para ela. Logo no primeiro dia ela já se enfureceu pelo fato de eu não conseguir segurar o menino na parte de baixo da casa, nem sair com ele eu conseguia. Ele não me ouvia, não obedecia e só queria a mãe. E, é lógico que isso ia acontecer: era meu primeiro dia de fato com ele. O bebê era o menor dos meus problemas, o bonitinho só dormia e deixa minha vida um pouquinho mais fácil.

Aqui já deixo uma dica: ser Au Pair de família onde os pais trabalham em casa não é o fim do mundo, mas não é NADA fácil. Você tem que ter um jogo de cintura e ser muito carismática e criativa para conseguir segurar a atenção da criança e fazer ela se interessar por você e pelo que você está propondo. Ah, e tem que ter muitas ideias, pois eles enjoam muito rápido de uma brincadeira.

COMEÇANDO O PERIGO

O menino mais velho era muito mimado e depois de duas semanas, ainda, só queria saber da mãe que estava no andar de cima. Ele não me obedecia POR NADA NESSE MUNDO! Eu percebia a cara de desprezo que a host mom fazia para mim cada vez que eu tinha que buscar ele no quarto dela e isso me dava um embrulho no estomago. Eu sempre fui muito apegada ao fato das pessoas gostarem de mim e do que estou fazendo então me cobrava muito e receber aquele olhar de desprezo simplesmente me destruía!

Ao passar dos dias ela ia falando menos comigo, sem paciência as vezes e eu fui me sentindo cada vez menor diante da situação. Graças a Deus fiz uma amiga russa, que cuidava de uma menina da mesma idade do meu mais velho e finalmente conseguia fazer playdates mas ainda não era o suficiente.

Até que um dia chego e em casa e encontro a minha LCC sentada na sala.

VOCÊ ESTÁ DE REMATCH

Essas palavras entraram nos meus ouvidos como finas espadas atravessando meu corpo e eu só queria sair correndo. A host mom alegou que eu não estava conseguindo dar conta de entreter o menino e ela precisava de alguém que realmente conseguisse fazer ele esquecer que ela estava lá. Confirmei que não estava sendo fácil mas eu estava dando o melhor de mim e ainda me adaptando ao ambiente, mas se era isso que a família queria, eu não iria me opor.

Os hosts falaram que gostavam muito de mim mas que para esse momento, não era o que eles queriam mas que com certeza dariam boas referencias e me manteriam na casa até que achasse uma família. E assim se seguiu.

A PRIMEIRA SEMANA EM REMATCH

Os primeiros dias foram bem difíceis de aceitar a situação mas eu consegui seguir sem me deixar abater e transparecer no trabalho. Eu já havia me apaixonado pelos pentelhinhos e a visão de não ter mais eles por perto me machucava então decidi fazer o melhor daqueles dias para ter boas lembranças e estórias para contar.

O que eu realmente não contava é que aquela primeira semana em rematch seria  A MELHOR SEMANA do meu primeiro ano de au pair. Eu simplesmente caí nas graças do menino a ponto de ele chorar quando o meu trabalho acabava e a mãe dele aparecia. Conseguia brincar, sair, jogar bola e fazer inúmeras atividades por que ele simplesmente decidiu que iria gostar de mim e aceitar minhas brincadeiras.

Isso sem falar no meu relacionamento com os hosts. Eu não sei explicar o que aconteceu mas aquela semana foi mágica. Nós conversávamos bastante, houve uma interação muito grande entre a família toda, eu inclusive e eu já me pegava chorosa de pensar em deixar eles.

ATÉ QUE UM DIA….

Ao fim da primeira semana, a host mom me chamou para conversar e havia falado inclusive com a LCC sobre reverter a decisão do rematch. Falou que aquela semana tinha sido fantástica e ela tinha adquirido uma confiança muito grande em mim e no meu trabalho e não poderia deixar isso passar e perguntou se eu queria continuar com eles.

E, logicamente, eu disse sim. Eu estava me sentindo muito bem e confiante em permanecer ali e era o que eu mais queria. Sonhava com esse momento naquela semana mas imaginava que nunca ia acontecer.

NUNCA IMAGINE QUE NÃO PODE ACONTECER

Eu sei que cada experiência é unica e intransferível, o que acontece comigo não vai acontecer com você e vice versa. Mas, uma coisa é fato em todos os casos: nunca imagine que não pode acontecer, esteja preparado para tudo.

Fotos: Freepik

O que você sabe sobre o programa de Au Pair?

Além de ser o sonho de muitas pessoas, você sabe realmente o que é o programa de Au Pair? E digo saber além da listinha de requisitos e textos promovidos por agências, blogs e youtubers por aí. Qual é a real essência do programa? Será que o inglês é realmente necessário? E eu posso mesmo ser um membro da família?

Esse post me foi inspirado a partir de alguns vídeos que ando vendo, além de muitos posts nos grupos relacionados, sobre Au pairs que já estão nos EUA e entram em rematch mais cedo do que se imagina ou mesmo acabam terminando a sua jornada antes mesmo se de adaptar ao país. O que mais me chocou, na verdade, foi me dar conta de que nenhuma dessas pessoas tem noção do que é ser Au Pair de verdade, ou da responsabilidade ou mesmo do intuito desse programa e o resultado, em sua maioria, é decepção. Quer sentimento pior para descrever um intercâmbio do que uma decepção? Pois é. E isso me preocupa e me preocupa muito pois o número de pessoas que me procuram para tirar dúvidas sobre esse programa só aumentam!

AU PAIR É UM TRABALHO!

Uma coisa que deve ser exclamada logo de cara é que o programa de Au Pair é um programa de trabalho + estudo (muito mais trabalho do que estudo efetivamente), ou seja, você vai ralar! Você está indo para trabalhar até 45 horas semanais, com crianças e tem que saber que isso está longe de ser fácil. Você não vai entrar naquele avião achando que está embarcando para as férias mais maravilhosas da sua vida porque não é assim que o barco funciona não! Au Pair trabalha, e trabalha muito. 

Existem casos e casos – eu tive extremos durante a minha experiência – onde uma Au Pair pode trabalhar mais do que a outra, pode ter mais regalias que a outra, pode ter mais familiaridade com a host family e isso vai variar muito pois as pessoas são diferentes, com rotinas diferentes, com vidas diferentes. É impossível basear a sua experiência no que outra pessoa viveu. Pessoas diferentes, experiencias diferentes; nesse caso a matemática é simples!

INGLÊS BÁSICO

O programa de Au Pair é um trabalho, como já foi bem citado nesse post, ou seja, um trabalho nos Estados Unidos onde a língua oficial é o inglês, certo? Se você está se candidatando a uma vaga de emprego, obviamente você tem que saber se comunicar na língua do país, independente de qual seja a vaga. Você contrataria alguém que não fale português para cuidar do seu filho?

Ser Au Pair não é meramente ir aprender o inglês; é você aperfeiçoar o seu inglês, ganhar fluência em uma língua que você AINDA não domina, mas conhece. O inglês não é um capricho, não é modinha, não é um diferencial: É UMA NECESSIDADE! Os riscos para quem não consegue se comunicar em inglês são inúmeros em um programa de intercâmbio como esse e é necessário bom senso do aplicante, assim como da agência e da família que receberá o intercambista.

O que vale mais pena: ser mais paciente e estudar, se preparar melhor ou chegar nos EUA e ter de voltar por conta do seu inglês “básico”? Frustração não é um sentimento bom, isso eu garanto a vocês!

AU PAIR SER PARTE DA FAMÍLIA

Existe uma linha muito tênue entre ser parte da familia e não ser. As experiências boas e ruins dependem unica exclusivamente de quem as está vivendo, ou seja, au pair e host family. Existem casos e casos e tem de existir esforços de ambos os lados.

A Au Pair precisa ter uma cabeça madura e boa para conseguir separar o profissional do pessoal Ninguém é hipócrita para dizer que morar e trabalhar na mesma casa é fácil. Não, realmente não é. Ser parte da família dos seus chefes também é um tanto estranho de conceber, não é verdade? Mas, amigos e amigas, é possível! Com boa comunicação entre as partes, com sabedoria e respeito a limites e espaços é perfeitamente possível fazer parte da família que está te recebendo e, ainda assim, ser uma boa funcionária. O respeito deve ser mútuo, assim como os esforços para manter o ambiente saudável. Todo mundo ganha!!!!!

SALÁRIO DE AU PAIR X SALÁRIO DE NANNY

Essa é outra coisa que vejo muita reclamação e, para ser sincera, acho um absurdo. Não tem como comparar! Ao ser Au Pair você está participando de programa de intercâmbio que, vejam só vocês, a familia também paga. E não é pouco! Além de te pagar um salário mensal, oferecer moradia, comida e, em determinados casos, até bancam a sua conta de celular e gasolina em horário off. Obviamente não são todas as familias, mas sim, elas existem. Ou seja, você não se preocupa com as contas, apenas recebe seu salário limpo e gasta como bem entender.

Uma nanny, normalmente qualificada e experiente, paga aluguel, paga contas e paga sua própria comida. Não mora com a família, tem que arcar com custos de transporte e não recebe uma bolsa de estudos para fazer um curso. Supondo que mantenha os deveres em dia, paga seus impostos e taxas que são descontados do salário e você, Au Pair, nem tem que se preocupar com isso.

SERÁ QUE ESTOU PREPARADO(A) PARA SER AU PAIR?

O intuito desse post não é levantar a discussão sobre o intercâmbio valer a pena ou não, mas sim, sobre você estar preparado(a) ou não.

Não estou aqui querendo dizer que tudo no intercâmbio é mil maravilhas porque não é. Você pode ter a sorte de viver uma experiência fantástica ou pode ter o azar de se decepcionar. Seja qual for o resultado do seu intercâmbio, o que me importa é ter a certeza de que você saiba o que é o programa antes de criar expectativas.

Para se ter um saldo positivo do programa de Au Pair, é necessário que você saiba exatamente qual o propósito desse intercâmbio, o que você pode e deve esperar e tomar todas as experiências que você ver e ouvir apenas como exemplo e não como regra. Você vai fazer a sua jornada valer a pena! Só você!

É possível juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA?

Será que dá minha gente????

Juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA é um desejo e muitos porém um desafio que poucos conseguem cumprir. Queridos, estamos falando de EUA, o paraíso das compras! Para frear nosso lado consumista no país das oportunidades é muito, mas muito dificil não é mesmo? Quem já ao menos viajou para lá sabe como é.

O desafio de juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA é grande e cumpri-lo vai depender de quais são os seus objetivos e estilo de vida. Vamos pensar que gastar com utilidades de casa ou comida não vai ser necessário; os gastos que você terá são puramente gastos pessoais com compras e/ou viagens. Então, se for pensar por esse lado nós concluímos que sim, é perfeitamente possível guardar dinheiro sendo Au Pair nos EUA não é mesmo?

Antes de fechar o raciocínio, quero voltar no tempo, nos primórdios de 2006 quando eu embarquei para o meu primeiro ano como Au Pair nos EUA. No auge dos meus 19 anos eu realmente pensava que 160 dolares por semana (na época era esse mesmo o valor que recebíamos) seria uma super quantia e que eu poderia realizar todas as minhas loucuras viajantes, comprar eletrônicos e ainda fazer um pé de meia para trazer de volta pro Brasil ao fim da minha experiência.

Juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA

Oh boy, was I wrong…

Eu não sou controlada, muito pelo contrário. Eu sou a descontrolada do dinheiro. Eu gasto e gasto muito. Com amor a cada coisa que compro ou que como (olá coxinhas!). E lá não ia ser diferente! Era minha primeira experiência na vida sendo dona do meu nariz e dinheiro e eu tinha o mundo a minha frente – Fairfax Mall ou Tyson´s Corner para ser mais exata. Fiquei tão feliz com a minha primeira compra na loja da GAP – uma calça jeans, um casaquinho bem outono e uma bolsa. Gente, que dia mais feliz! Ali, naquele momento eu descobri que a missão de juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA ia falhar miseravelmente nas minhas mãos.

Como se não bastasse as oportunidades de compra, começaram a aparecer oportunidades de lazer. Baladas, pubs, barzinhos, restaurantes… afinal, somos Au Pairs e merecemos no mínimo uma saidinha ao final de cada semana não é? Dependendo da família que você convive, essa uma saidinha pode se tornar duas, três, todas as noites… Lá vai mais um chumbo em cima da missão e você se pergunta: será que é realmente possível juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA?

Juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA

A vida, não contente de esfregar na sua cara as liquidações e aqueles menus deliciosos da Cheesecake Factory, ainda te apresenta mais um inimigo: as oportunidades de turismo. As viagens, meus caros! As viagens! O território de dimensões continentais dos EUA nos abre milhares de portas – desde portas de aviões, trens, carros… O país é incrível e você PRECISA conhecer. Como não ir a New York? Como deixar passar a oportunidade de pisar na calçada da fama em Los Angeles? Ou curtir os cassinos de Las Vegas? Pegar um bronze em Miami? Ver o Mickey???????? Não gente… essas oportunidades não podem passar sem a gente aproveitar cada minuto! A partir daí a missão mudou: como juntar dinheiro para aproveitar o máximo de oportunidades durante a minha experiência como Au Pair nos EUA.

O fato é: mesmo que você fale que não vai sair de balada nos sábados ou que não tem tanto interesse em viajar, acredite que você vai mudar de ideia uma vez que estiver lá. A ideia de juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA é tentadora sim, ganhar em dólares e trazer uma bolada para o Brasil é extremamente instigante mas… quando mesmo que você terá uma oportunidade como essa novamente?

Juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA

O seu ano como Au Pair será um ano inesquecível e fabuloso, se você quiser é claro. Na minha vez, escolhi viver. Conheci diversos lugares que apenas sonhava em conhecer. comprei roupas novas para arrasar na balada todo final de semana, experimentei drinks especiais em pubs super bacanas e investi em eletrônicos que foram meus meios de comunicação com a família e forma de registrar meus momentos incríveis. Me arrependo? Nem um pouco! Ainda consegui voltar com 500 dólares e torrei uma semana depois de ter chegado em uma viagem com amigos para Campos do Jordão.

Dizem por aí que viajar é a única coisa que você compra que te deixa mais rico e eu não poderia concordar mais! Sou milionária!

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Juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA

PS: As fotos vieram do Facebook então a qualidade não é das melhores. As fotos originais queimaram junto com o HD de dois computadores que tinha, e CDs de backup foram perdidos na mudança. Chorem comigo! Mas a essência é a mesma…

Vamos falar sobre Au Pair nos EUA?

FINALMENTE! 

Dando início a execução dos planos de 2017, finalmente trago para vocês o primeiro vídeos do canal sobre o assunto que mais amo falar: AU PAIR NOS EUA!

Há tempos que queria incluir esse assunto no blog e no canal e ainda não havia achado uma maneira, mas aos poucos e com um pouco de planejamento é perfeitamente possível conciliar assuntos tão próximos relacionados a intercâmbio.

E, para dar o pontapé inicial, resolvi falar um pouquinho, de forma geral, sobre como foi o meu intercâmbio!!!!!!! Quer ver como foi? Dá o play aí e não esqueça de se inscrever no canal, hein?

 

5 Motivos para NÃO ser Au Pair nos EUA

Você sonha com o seu intercâmbio que eu sei. Talvez o programa de AU Pair nos EUA esteja na sua listinha de desejos e você tem pesquisado mais a fundo sobre isso, tem muitas dúvidas e indecisões e não sabe ao certo quais seriam as vantagens – ou desvantagens – de fazer esse intercâmbio.

E é aí que nossos caminhos se encontram, meu amigo ou minha amiga. No post de hoje nós vamos falar exatamente sobre os motivos para NÃO ser um(a) Au Pair nos EUA.

1. Você vai viajar muito

Ninguém precisa de tanta viagem assim! Pra que ter tanto trabalho de fazer e desfazer malas, ir e voltar de aeroportos, passar horas em um avião. Desnecessário conhecer todas aquelas cidades de filme, aqueles monumentos históricos, aquelas paisagens deslumbrantes… Pra quê?

2. Você vai investir pouco

Fazer intercâmbio é caro e tem que ser caro. Quem paga pouco para morar fora? Pra viver um intercâmbio? Só doido, né?

3. Você vai trabalhar e receber um salário

Quem precisa de trabalhar durante o intercâmbio? Gosto mesmo é de contar moedinhas e comer um fast food baratinho do menu especial. E outra, trabalhar não vai me ajudar a pegar fluência no idioma.

4. Você vai fazer amizades com pessoas do mundo inteiro

Estou feliz com meus poucos e bons amigos brasileiros. Ninguém precisa conhecer gente de outros países, aprender sobre a cultura deles e ter momentos inesquecíveis.

5. Você vai ser fluente em inglês

Eu já sou fluente em Português e está muito bom. Tenho poucas oportunidades de trabalho, mas é a crise né? Sabe como é. O inglês realmente não vai me abrir portas.

Pense bem se é esse tipo de vida que você quer ter… depois não diga que não avisei 😉

 

 

 

Au Pair nos EUA – A semana do treinamento – St. John Univeristy

Sabe aquela sensação de um grande sonho realizado? Pois então, assim me senti ao colocar meus pés nos EUA no dia 11 de Setembro de 2006. Sim, você não viu errado: cheguei exatamente no dia 11 de Setembro, exatamente 5 anos após a tragédia em NY.

Embarquei em SP com mais um grupo de brasileiras, todas tremendamente ansiosas pelo que estava por vir…

Eu e meu medo de voar – que tormento – nos controlamos bem durante o voo sentido Washington DC, onde seria minha conexão para o destino final: NYC. Tudo tranquilo até então – perdemos o voo na conexão por conta da demora na imigração, mas no final deu tudo certo – chegamos em NY!

O nosso primeiro destino era a St. John University – lembrando que escolhi a Cultural Care – onde faríamos nossa semana de treinamento antes de embarcarmos com destino as nossas host families.

A universidade é linda e enorme e um sonho. Fica em um lugar muito charmoso, bem amplo e muito bonito. Corri procurar um acesso à internet para avisar a família no Brasil e nos EUA que eu já havia chegado e que estava tudo bem.

Gente, tudo isso aconteceu há quase 10 anos atrás, então com certeza muita coisa mudou e não lembro muito bem da semana dia a dia, mas quero compartilhar o que eu lembro da minha experiência e dar dicas que eu acredito serem valiosas para se ter um ano de sucesso.

Primeiro: quando fui achava que o treinamento era chato, e totalmente desnecessário. Engano meu! Sem ele com certeza teria ficado completamente perdida em diversas situações. Meninas, acreditem: absorvam o máximo do seu treinamento e valorizem pois ele é extremamente importante!

Lá você vai aprender mais sobre a cultura americana, comportamento das crianças e até mesmo o que fazer ou não fazer na casa da host family. Você vai, também, conhecer e receber várias dicas de entretenimento para as crianças, assim como cuidados especiais dependendo da faixa etária. Ah, fiquem tranquilas: as salas são dividas por faixa etária de suas host kids, ou seja, se você vai cuidar de um bebê, tenha certeza de que vai passar por aulas especificas para tal desafio.

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É uma semana extremamente rica e divertida, que, sendo bem aproveitada, te prepara muito bem para seu ano como Au Pair. Valorize cada minuto do seu treinamento!

Au Pair nos EUA – Escolhendo uma família

Dossiê preenchido e entregue; programa pago; application online; finalmente chegou o tão esperado momento de grudar no site da agência e atualizar a página a cada 5 minutos para ver se já temos alguma família em vista. Me fala, quem nunca?

Aquele momento de tensão e ansiedade misturados, desespero de conseguir fechar logo, medo de não conseguir conversar decentemente com as famílias; todas nós já passamos ou vamos passar por isso e o melhor é se preparar psicologicamente, mas acima de tudo, saber exatamente o que perguntar para não decepcionar lá na frente.

Esse primeiro contato com a família é crucial: é onde vai nascer aquela primeira impressão, aquele primeiro feeling. Muitas pessoas fecham com a primeira família, enquanto outras fecham com a décima. Não tem regras, cada um tem o seu momento.

Quando o contato começa por email, é melhor. Você pode se sentir mais segura escrevendo e consegue se expressar de forma mais clara. O problema é quando o email vira uma ligação… aí o bicho pega! Garantir que você realmente entendeu o que a host family precisa e procura é meio caminho andado: é por aí que você vai montar uma base das coisas que preenchem seus requisitos ou não. Mas que requisitos?

Pois bem… quando eu estava preenchendo meu application, eu fiz uma lista pessoal do que seria a família ideal para mim: máximo de 2 crianças, próximo a uma cidade grande, finais de semana off, acesso ao carro, tv no quarto e, inicialmente, gostaria que fossem crianças mais novas.

A primeira família que pegou meu application foi uma de Eastchester (NY) com duas crianças, não me recordo a idade. Me mandaram email para combinar a ligação e finalmente o telefone tocou. Foi um choque! Eu não entendia muita coisa, mal conseguia falar tamanho era meu nervosismo. Mas consegui fluir depois de alguns minutos. Mas logo de cara eu sentia que não era aquela. Não deu certo pois eles queriam uma pessoa mais velha e eu estava com 19 anos.

Próxima família foi uma de Greenwich (CT) com 3 crianças e, assim que vi, solicitei a troca pois eu não queria nem cogitar a ideia de 3 crianças. E isso é uma coisa para você pensar: você tem que se sentir confortável e não “vou aceitar e me acostumo” pois é uma puta responsabilidade e você tem que lidar. Eu tinha consciência disso e das minhas limitações, então, 2 era meu máximo.

Mais duas famílias pegaram meu application mas não entraram em contato e conversei com uma família do Great Au Pair – vou falar sobre em outro post dedicado.

Finalmente uma família pegou meu application e eu senti uma conexão lendo o perfil. Era essa! Eu sabia! Mandaram e-mail, conversamos por email algumas vezes e eles decidiram me ligar. Acabaram me ligando num horário fora do combinado, no meu celular quando eu estava na rua, mas no final deu tudo certo, apesar da linha ter caído. Conseguimos conversar, pelo menos o básico e continuamos trocando email. Me senti segura com eles e fizeram perguntas pertinentes assim como preenchiam todos os meus requisitos – pelo menos era o que falavam…

Enfim meninas, a principal dica que eu dou para quem está nessa fase é saber exatamente o que você quer, o que você aceita e o que se sente confortável fazendo. Lembrem-se que por pelo menos um ano você viverá com essa familia e depois da coisa feita, não dá para reclamar. Converse, tire duvidas, faça perguntas por mais bestas que possam parecer, mas se são importantes para você, FAÇA! E leve em consideração os seus desejos também! Vejo muita gente falando “isso é só trabalho” mas eu discordo, é uma experiência ÚNICA de vida e deve ser aproveitada da melhor forma possível! 

Au Pair nos EUA – Escolhendo a agência

Decidir mudar de vida e ir passar um tempo fora do seu país de origem é sempre resultado de muita coragem e determinação. Mas e o medo do novo? Do desconhecido? Muita gente simplesmente vai e muita gente opta por programas de intercâmbio através de agencias justamente para contar com a segurança de uma empresa que sabe o que está fazendo. Eu optei pela segunda.

Quando decidi ser Au Pair nos EUA, em 2006, era tudo muito novo. Já falei por aqui, mas repito: não tinha tanta informação acessível como temos agora. Tive que correr de agência em agência para conhecer e escolher a minha e já adianto: não é uma escolha fácil.

Essa semana vi um monte de perguntas em fóruns sobre esse assunto e resolvi trazer aqui para o blog e explicar como e porque escolhi a minha agência.

Fui conhecer as 4 grandes agências: Experimento e EF por indicação e STB e CI por propaganda mesmo. Depois de sentar com todas as consultoras, ouvir bastante e atentamente sobre o programa em cada uma delas, valores, processos etc, escolhi e EF – Cultural Care. Antes de mais nada, esse post não é publicidade, estou apenas contando a minha experiência de escolha.

Escolher a agência é uma tarefa muito pessoal e aqui vale colocar que depende muito do feeling. Sim, isso mesmo, do feeling. No final das contas, as agências são bem parecidas entre si; elas seguem a mesma regulamentação dos EUA. Para quem não sabe, o programa de Au Pair é baseado em algumas regras/leis dos EUA, ou seja, nenhuma agência pode oferecer mais ou menos do que é permitido oferecer em questão de familias, salarios, cursos. Os processos, por outro lado mudam e as empresas em si são diferentes – pode haver diferenças ou facilidades em formas de pagamento por exemplo.

Eu escolhi a EF – Cultural Care por puro feeling. Na época fui muito bem recepcionada e senti uma segurança muito grande na empresa. O diferencial, para mim, foi saber que a empresa que atua aqui no Brasil é a mesma que atua nos EUA, ou seja, Cultural Care e EF são a “mesma pessoa” e isso me deixou muito tranquila. As outras agências trabalham com parceiras, Au Pair Care e Au Pair in America. Não que isso seja ruim, de forma alguma, mas para mim, naquele momento, a Cultural Care saiu na frente.

Outra coisa que se leva em consideração é o processo. A Cultural Care repassa o seu application para uma família de cada vez, sendo que Au Pair in America e Au Pair Care entregam o mesmo dossiê para mais de uma família ao mesmo tempo. Tem gente que prefere ter mais de uma opção; tem gente que prefere conhecer uma de cada vez. Aqui eu repito: vai depender muito de você e de como você se sente com relação a empresa que você está pesquisando. 

Vamos a um checklist rápido?
1. Pesquisar sobre cada uma das agências que oferecem o programa
2. Conhecer pessoalmente – se possivel – e tirar todas as dúvidas com relação ao programa
3. Verificar formas de pagamento
4. Verificar processo de inscrição e de escolhas de famílias
5. Verificar funcionamento do programa nos EUA
6. Conversar com participantes do programa pela mesma agência
7. FEELING

Mais do que qualquer coisa, o seu feeling vai dizer tudo e aí sim, é com essa agência que você vai fechar seu intercâmbio, confiar e ser feliz.

Au Pair nos EUA – Meu início

Acredito que a essa altura do campeonato você já deve ter ideia de todas as fases do processo de ser Au Pair, de como funciona a papelada, testes de inglês, etc, etc, etc. Mas é sempre bom saber como foi na realidade de alguém. Eu sempre gosto de saber como determinada situação ou experiência foi vivida por gente como a gente. E é por isso que resolvi explicar como foi o meu processo até chegar nos EUA (divido em alguns posts… rs).

Nos primórdios do ano de 2006, estava eu no meu segundo ano da faculdade de Publicidade e Propaganda, no auge dos meus 19 aninhos. Final do primeiro semestre do ano chegando e eu com aquela angustia e desanimo de continuar com a faculdade. Puxei todo o ar do planeta para meu pulmão e criei coragem de falar para meus pais que não queria mais fazer faculdade. Mas eu ainda não sabia o que queria da vida! Meu Deus! O que fazer? Foi aí que comecei a procurar intercâmbio na internet…

Meu objetivo era um mês na Inglaterra! Europa sempre foi sonho de consumo! Na verdade, nunca tive pretensão ou vontade de ir para os EUA mas por algum motivo o Au Pair apareceu em uma das minhas pesquisas. E sim, me interessou e muito! Na minha época não tinha muita informação como temos hoje, estamos falando de quase 10 anos atrás! Não tinha blogs, não tinha experiencias, não tinha quase nada a não ser os sites das próprias agencias. Meu ser foi iluminado por aquela ideia e no dia seguinte peguei minha bolsa e fiz um “mochilão” pela cidade de São Paulo atrás de TODAS as agências possíveis. Sim, fui de uma em uma. Na época EF (já viu o meu depoimento na página da Cultural Care?), Experimento, STB e CI. Conversei com as consultoras de cada uma das agências, peguei dicas, informações, papeladas. Deixei para ir na EF por último, pois era uma indicação e isso já deixava a agencia com um ponto a mais. Chegando na EF, na época acho que era na Av. Brasil ou 9 de Julho, nem lembro, me senti em casa. Fui muito bem recepcionada, me tiraram todas as duvidas e saí de lá com o app completo em mãos para preencher.

Já em casa, mais pesquisas e com o app em mãos, tudo foi ganhando forma. Peguei o dinheiro que tinha recebido do meu estágio e corri para tirar o passaporte (sim na época era beeeeeem mais fácil!). Passaporte encaminhado, app em mãos, era chegada a hora de preencher! Dados pessoais, referencias pessoais, médico, teste de ingles, experiencia com crianças… opa? Oi? Apesar de saber como funcionava o programa de Au Pair, só então me dei conta que eu não tinha experiencia alguma com crianças! Corri na escolinha infantil que tinha perto de casa, conversei com a dona/diretora e consegui um estágio não remunerado para ganhar experiencia e horas com crianças.

Até esse ponto, tinha comentado a ideia com meus pais, sem muito detalhe. Quando meu passaporte ficou pronto, peguei toda a documentação que eu já tinha preparado com muito carinho e entreguei para eles, falando da ideia, explicando como funcionava e informando que só faltava ir na agência e pagar! Iêêêêê! Escolhi a EF – Cultural Care no final das contas, meus pais foram participar de uma palestra informativa para entender o programa e ficarem mais tranquilos – o que eu recomendo e muito se vocês, pais de futuras Au Pairs, estiverem inseguros com relação ao programa. 

App entregue, teste de inglês feito, programa pago… era chegada a hora da ansiedade!! E a continuação da história fica para o próximo post… As famílias!

Resumão: (geeeeente, consegui encontrar meu blog de quando estava indo para os EUA! Maaaaaaaano, que demais!)
Agência: EF – Cultural Care
Agente: Carina
Peguei o dossiê: 29/05/06
Entreguei o dossiê: 12/06/06
Aceite: 16/06/06
App online: 20/06/06

Lembrem-se: dúvidas, sugestões de temas, etc, deixem aqui nos comentários que farei o possível para responder todas!!!!!!