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REMATCH: como uma simples palavra pode mudar seu intercâmbio

REMATCH: quando a Au Pair ou a Host Family decidem que o match não está sendo do agrado de ambos, por n motivos, e concluem que o rematch, ou seja, a troca de au pair/familia, seja a melhor solução para os dois lados.

Como muitos aqui sabem, eu já fui Au Pair nos EUA por dois anos e foi meu primeiro intercâmbio, lá atrás quando eu tinha meus saudosos 19 aninhos. E, para quem conhece o programa de Au Pair, sabe que a palavra rematch tem um efeito assustador para quem está começando mas nunca passa pela cabeça de quem embarca nessa aventura de passar por isso. Nunca passou pela minha…

Para resumir o inicio do meu processo, senti uma afinidade muito grande só de ler o perfil dessa família e me apaixonei pelas crianças ao vê-las nas fotos. Na época, dois meninos de 2 anos e meio e outro que teria 3 meses quando eu chegasse. Era uma família que morava na Virginia, na pequenina cidade de Bristow, 40 minutos de DC.

A chegada foi simples mas foi super comemorada. Só a host mom e o bebezinho me esperaram no ponto de encontro e logo em seguida fomos encontrar o host dad e o menino mais velho no shopping para comer uma pizza e me darem as boas vindas.

CHEGANDO NA CASA

Quando chegamos na casa eu fiquei pasma com o tamanho do lugar e a beleza. Pra mim era uma mansão. 5 quartos, uma master suíte mais 3 banheiros na casa, 3 salas (pra que tudo isso?), uma cozinha de filme e um quintal pra pessoa nenhuma botar defeito. (colocaria fotos aqui mas, meu HD queimou com TODAS as fotos do meu intercambio e eu ainda estou na tarefa de recuperá-las).

O meu quarto era no andar da família, tinha o meu próprio banheiro. Quarto era simples, tinha uma comoda com TV e telefone, cama super confortável e um pequeno closet, que eu não demorei muito para me fazer sentir em casa. Como já era noite e eu estava exausta, fui dormir logo e tive uma sono de princesa para acordar no outro dia e começar meu primeiro final de semana na “América”.

COMEÇANDO A ROTINA

Depois de um primeiro final de semana maravilhoso, chegou o primeiro dia de trabalho. Não foi nada fácil. A host mom trabalhava em casa, no andar de cima e o menino, obviamente, sabia disso e não dava sossego para ela. Logo no primeiro dia ela já se enfureceu pelo fato de eu não conseguir segurar o menino na parte de baixo da casa, nem sair com ele eu conseguia. Ele não me ouvia, não obedecia e só queria a mãe. E, é lógico que isso ia acontecer: era meu primeiro dia de fato com ele. O bebê era o menor dos meus problemas, o bonitinho só dormia e deixa minha vida um pouquinho mais fácil.

Aqui já deixo uma dica: ser Au Pair de família onde os pais trabalham em casa não é o fim do mundo, mas não é NADA fácil. Você tem que ter um jogo de cintura e ser muito carismática e criativa para conseguir segurar a atenção da criança e fazer ela se interessar por você e pelo que você está propondo. Ah, e tem que ter muitas ideias, pois eles enjoam muito rápido de uma brincadeira.

COMEÇANDO O PERIGO

O menino mais velho era muito mimado e depois de duas semanas, ainda, só queria saber da mãe que estava no andar de cima. Ele não me obedecia POR NADA NESSE MUNDO! Eu percebia a cara de desprezo que a host mom fazia para mim cada vez que eu tinha que buscar ele no quarto dela e isso me dava um embrulho no estomago. Eu sempre fui muito apegada ao fato das pessoas gostarem de mim e do que estou fazendo então me cobrava muito e receber aquele olhar de desprezo simplesmente me destruía!

Ao passar dos dias ela ia falando menos comigo, sem paciência as vezes e eu fui me sentindo cada vez menor diante da situação. Graças a Deus fiz uma amiga russa, que cuidava de uma menina da mesma idade do meu mais velho e finalmente conseguia fazer playdates mas ainda não era o suficiente.

Até que um dia chego e em casa e encontro a minha LCC sentada na sala.

VOCÊ ESTÁ DE REMATCH

Essas palavras entraram nos meus ouvidos como finas espadas atravessando meu corpo e eu só queria sair correndo. A host mom alegou que eu não estava conseguindo dar conta de entreter o menino e ela precisava de alguém que realmente conseguisse fazer ele esquecer que ela estava lá. Confirmei que não estava sendo fácil mas eu estava dando o melhor de mim e ainda me adaptando ao ambiente, mas se era isso que a família queria, eu não iria me opor.

Os hosts falaram que gostavam muito de mim mas que para esse momento, não era o que eles queriam mas que com certeza dariam boas referencias e me manteriam na casa até que achasse uma família. E assim se seguiu.

A PRIMEIRA SEMANA EM REMATCH

Os primeiros dias foram bem difíceis de aceitar a situação mas eu consegui seguir sem me deixar abater e transparecer no trabalho. Eu já havia me apaixonado pelos pentelhinhos e a visão de não ter mais eles por perto me machucava então decidi fazer o melhor daqueles dias para ter boas lembranças e estórias para contar.

O que eu realmente não contava é que aquela primeira semana em rematch seria  A MELHOR SEMANA do meu primeiro ano de au pair. Eu simplesmente caí nas graças do menino a ponto de ele chorar quando o meu trabalho acabava e a mãe dele aparecia. Conseguia brincar, sair, jogar bola e fazer inúmeras atividades por que ele simplesmente decidiu que iria gostar de mim e aceitar minhas brincadeiras.

Isso sem falar no meu relacionamento com os hosts. Eu não sei explicar o que aconteceu mas aquela semana foi mágica. Nós conversávamos bastante, houve uma interação muito grande entre a família toda, eu inclusive e eu já me pegava chorosa de pensar em deixar eles.

ATÉ QUE UM DIA….

Ao fim da primeira semana, a host mom me chamou para conversar e havia falado inclusive com a LCC sobre reverter a decisão do rematch. Falou que aquela semana tinha sido fantástica e ela tinha adquirido uma confiança muito grande em mim e no meu trabalho e não poderia deixar isso passar e perguntou se eu queria continuar com eles.

E, logicamente, eu disse sim. Eu estava me sentindo muito bem e confiante em permanecer ali e era o que eu mais queria. Sonhava com esse momento naquela semana mas imaginava que nunca ia acontecer.

NUNCA IMAGINE QUE NÃO PODE ACONTECER

Eu sei que cada experiência é unica e intransferível, o que acontece comigo não vai acontecer com você e vice versa. Mas, uma coisa é fato em todos os casos: nunca imagine que não pode acontecer, esteja preparado para tudo.

Fotos: Freepik

O que você sabe sobre o programa de Au Pair?

Além de ser o sonho de muitas pessoas, você sabe realmente o que é o programa de Au Pair? E digo saber além da listinha de requisitos e textos promovidos por agências, blogs e youtubers por aí. Qual é a real essência do programa? Será que o inglês é realmente necessário? E eu posso mesmo ser um membro da família?

Esse post me foi inspirado a partir de alguns vídeos que ando vendo, além de muitos posts nos grupos relacionados, sobre Au pairs que já estão nos EUA e entram em rematch mais cedo do que se imagina ou mesmo acabam terminando a sua jornada antes mesmo se de adaptar ao país. O que mais me chocou, na verdade, foi me dar conta de que nenhuma dessas pessoas tem noção do que é ser Au Pair de verdade, ou da responsabilidade ou mesmo do intuito desse programa e o resultado, em sua maioria, é decepção. Quer sentimento pior para descrever um intercâmbio do que uma decepção? Pois é. E isso me preocupa e me preocupa muito pois o número de pessoas que me procuram para tirar dúvidas sobre esse programa só aumentam!

AU PAIR É UM TRABALHO!

Uma coisa que deve ser exclamada logo de cara é que o programa de Au Pair é um programa de trabalho + estudo (muito mais trabalho do que estudo efetivamente), ou seja, você vai ralar! Você está indo para trabalhar até 45 horas semanais, com crianças e tem que saber que isso está longe de ser fácil. Você não vai entrar naquele avião achando que está embarcando para as férias mais maravilhosas da sua vida porque não é assim que o barco funciona não! Au Pair trabalha, e trabalha muito. 

Existem casos e casos – eu tive extremos durante a minha experiência – onde uma Au Pair pode trabalhar mais do que a outra, pode ter mais regalias que a outra, pode ter mais familiaridade com a host family e isso vai variar muito pois as pessoas são diferentes, com rotinas diferentes, com vidas diferentes. É impossível basear a sua experiência no que outra pessoa viveu. Pessoas diferentes, experiencias diferentes; nesse caso a matemática é simples!

INGLÊS BÁSICO

O programa de Au Pair é um trabalho, como já foi bem citado nesse post, ou seja, um trabalho nos Estados Unidos onde a língua oficial é o inglês, certo? Se você está se candidatando a uma vaga de emprego, obviamente você tem que saber se comunicar na língua do país, independente de qual seja a vaga. Você contrataria alguém que não fale português para cuidar do seu filho?

Ser Au Pair não é meramente ir aprender o inglês; é você aperfeiçoar o seu inglês, ganhar fluência em uma língua que você AINDA não domina, mas conhece. O inglês não é um capricho, não é modinha, não é um diferencial: É UMA NECESSIDADE! Os riscos para quem não consegue se comunicar em inglês são inúmeros em um programa de intercâmbio como esse e é necessário bom senso do aplicante, assim como da agência e da família que receberá o intercambista.

O que vale mais pena: ser mais paciente e estudar, se preparar melhor ou chegar nos EUA e ter de voltar por conta do seu inglês “básico”? Frustração não é um sentimento bom, isso eu garanto a vocês!

AU PAIR SER PARTE DA FAMÍLIA

Existe uma linha muito tênue entre ser parte da familia e não ser. As experiências boas e ruins dependem unica exclusivamente de quem as está vivendo, ou seja, au pair e host family. Existem casos e casos e tem de existir esforços de ambos os lados.

A Au Pair precisa ter uma cabeça madura e boa para conseguir separar o profissional do pessoal Ninguém é hipócrita para dizer que morar e trabalhar na mesma casa é fácil. Não, realmente não é. Ser parte da família dos seus chefes também é um tanto estranho de conceber, não é verdade? Mas, amigos e amigas, é possível! Com boa comunicação entre as partes, com sabedoria e respeito a limites e espaços é perfeitamente possível fazer parte da família que está te recebendo e, ainda assim, ser uma boa funcionária. O respeito deve ser mútuo, assim como os esforços para manter o ambiente saudável. Todo mundo ganha!!!!!

SALÁRIO DE AU PAIR X SALÁRIO DE NANNY

Essa é outra coisa que vejo muita reclamação e, para ser sincera, acho um absurdo. Não tem como comparar! Ao ser Au Pair você está participando de programa de intercâmbio que, vejam só vocês, a familia também paga. E não é pouco! Além de te pagar um salário mensal, oferecer moradia, comida e, em determinados casos, até bancam a sua conta de celular e gasolina em horário off. Obviamente não são todas as familias, mas sim, elas existem. Ou seja, você não se preocupa com as contas, apenas recebe seu salário limpo e gasta como bem entender.

Uma nanny, normalmente qualificada e experiente, paga aluguel, paga contas e paga sua própria comida. Não mora com a família, tem que arcar com custos de transporte e não recebe uma bolsa de estudos para fazer um curso. Supondo que mantenha os deveres em dia, paga seus impostos e taxas que são descontados do salário e você, Au Pair, nem tem que se preocupar com isso.

SERÁ QUE ESTOU PREPARADO(A) PARA SER AU PAIR?

O intuito desse post não é levantar a discussão sobre o intercâmbio valer a pena ou não, mas sim, sobre você estar preparado(a) ou não.

Não estou aqui querendo dizer que tudo no intercâmbio é mil maravilhas porque não é. Você pode ter a sorte de viver uma experiência fantástica ou pode ter o azar de se decepcionar. Seja qual for o resultado do seu intercâmbio, o que me importa é ter a certeza de que você saiba o que é o programa antes de criar expectativas.

Para se ter um saldo positivo do programa de Au Pair, é necessário que você saiba exatamente qual o propósito desse intercâmbio, o que você pode e deve esperar e tomar todas as experiências que você ver e ouvir apenas como exemplo e não como regra. Você vai fazer a sua jornada valer a pena! Só você!

Saiba o que você precisa para ser Au Pair na China

Conhecer a cultura asiática pode ser o sonho de muitas pessoas mundo afora e, você sabia esse sonho pode ser realizado sendo Au Pair na China? Pois hoje você vai conhecer os detalhes e as principais informações para começar a planejar, arrumar as malas e partir com destino ao outro lado do mundo.

REQUISITOS PARA SER AU PAIR NA CHINA

O programa de Au Pair na China, assim como o dos EUA ou de qualquer outro lugar que seja regulamentado, exige certos critérios a serem cumpridos para permitir a sua inscrição no programa. Antes de mais nada, é necessário conhecer esses requisitos e verificar se você se encaixa ou não neles:

– Homens e Mulheres, entre 18 a 29 anos (de acordo com algumas agências as chances de match são maiores se você tiver mais de 23);
– Ensino médio completo, ao menos, mas o nível superior aumenta as chances. Quanto maior o nível de educação melhor;
– Inglês avançado (no mínimo);
– Gostar de crianças;
– Responsabilidade e paciência são extremamente necessários;
– Ter experiência no ensino e/ou no cuidado das crianças é um plus;
– Ter disponibilidade para 3, 6, 12, 18 ou 24 meses para viver na China;
– Ter interesse na cultura chinesa;
– Ser SOLTEIRO e SEM filhos;
– Estar com a saúde em dia.

PROCESSO DE INSCRIÇÃO NO PROGRAMA

Estando de acordo com os requisitos, a hora agora é de conhecer como funciona o processo. Na China existem muitas agências e você pode se inscrever em várias delas, visto que não existe custo de inscrição. Uma vez inscrito, a agência entrará em contato para uma entrevista, via Skype ou outro aplicativo para chamada em vídeo. Acho que não tenho necessidade de mencionar que a entrevista é em inglês, né?

As agências costumam ser bem detalhistas durante a entrevista. Embora sejam poucas perguntas, eles te forçam a dar respostas com um requinte de detalhes justamente para te conhecer, entender a sua personalidade, a sua experiência e os seus objetivos. Espere perguntas como quem é você, o que faz ou gosta de fazer, porque quer ser Au Pair ou mesmo porque escolheu a China como destino, além de também questionar a sua experiência com crianças.

Após a entrevista inicial, você faz o preenchimento do formulário para inscrição. Bem básico com dados pessoais, formação e histórico profissional (tanto de carreira quanto relacionado à sua experiência com crianças). Você deve incluir, também, fotos suas e uma carta se apresentando às host families.

As agências de Au Pair na China são bem rigorosas na seleção e match dos candidatos e famílias. Ele irão analisar o seu perfil e só repassarão para famílias se existir a possibilidade real de um match, estudando tanto o seu perfil quanto o da família.

Uma vez que a agência entenda que o match tem grandes chances de acontecer, foi dado ok inicial tanto por parte da família quanto por parte da Au Pair, então finalmente ocorre o contato entre a família e a Au Pair, também por Skype. Nesse momento você pode tirar dúvidas relacionadas à rotina, as crianças, os seus deveres dentro da casa ou o que mais você achar sensato e também responder atentamente às perguntas feitas pela host Family.

Match foi aceito por ambos os lados, é nesse momento que a agência irá enviar o contrato e você fará o primeiro pagamento – sim, o pagamento ocorre depois do match e com contrato em mãos. Você também deverá enviar alguns documentos adicionais como comprovante de escolaridade, atestado de antecedentes criminais e aval médico que está tudo ok com você.

VISTO CHINÊS

Não existe um visto especifico para Au Pair na China, assim como acontece nos EUA, mas o processo normalmente é simples. Não tem necessidade de uma entrevista no consulado chinês, porém você deve preencher todo o formulário e levantar a documentação exigida e entregar diretamente no consulado ou contratar uma agência especializada em vistos, caso não tenha acesso ao consulado. Pode acontecer de você receber um visto de curto período e ter que renovar em terras chinesas, mas a agência te dará todo o suporte. Caso você tenha de fazer isso mais de uma vez, a própria agência irá custear as viagens para fora do país, uma vez que para renovação de visto, em alguns casos, é necessário deixar o país por ao menos 1 dia.

QUANTO CUSTA SER AU PAIR NA CHINA

Você deverá dispor de, em média, R$ 6.000,00 (podendo variar para mais ou menos) para fazer o programa de Au Pair na China. Esse valor inclui a passagem, depósito para agência, vistos e custos pessoais.

A Au Pair é responsável por comprar a passagem área, porém existem casos em que a própria família já compra antecipadamente, minimizando os gastos. Porém, mesmo que você desembolse uma grana para a passagem, uma vez terminado o programa com sucesso você receberá o reembolso tanto da passagem quanto do depósito.

DEVERES DA AU PAIR 

A rotina da Au Pair na China é basicamente a mesma como em qualquer outro país que você venha a trabalhar como Au Pair. O schedule, obviamente, vai variar de família para família, mas serão de 25 a 35 horas semanais de trabalho. A rotina relacionada as crianças como mantê-las ocupadas dentro ou fora de casa, fazer atividades, playdates, ajudar nos deveres de casa e ser responsável por elas durante todo o período de trabalho, sempre com muito cuidado, atenção e zelo.

BENEFÍCIOS DO PROGRAMA

– Quarto privado;
– Remuneração mensal;
– Reembolso após concluir o programa com êxito, de acordo com contrato;
– Férias;
– Carta convite para apresentação no processo de visto;
– Transfer do aeroporto;
– Assistência de registro junto às autoridades locais;
– Número de emergência 24/7;
– Coordenador local;
– Pacote de boas-vindas (mapa, cartão de metrô, chip para celular);
– Orientação de chegada;
– Seguro viagem;
– Aulas de mandarim

AGÊNCIAS

Abaixo faço a listagem das agências que me foram recomendadas e vocês podem entrar em contato diretamente. De acordo com as minhas pesquisas, não consegui encontrar nenhuma agência brasileira que ofereça o programa de Au Pair na China, mas caso saibam de alguma, me contem!

* Esse post tem um agradecimento especial para a Leticia Rezende por ter compartilhado informações preciosas para esse post *

É possível juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA?

Será que dá minha gente????

Juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA é um desejo e muitos porém um desafio que poucos conseguem cumprir. Queridos, estamos falando de EUA, o paraíso das compras! Para frear nosso lado consumista no país das oportunidades é muito, mas muito dificil não é mesmo? Quem já ao menos viajou para lá sabe como é.

O desafio de juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA é grande e cumpri-lo vai depender de quais são os seus objetivos e estilo de vida. Vamos pensar que gastar com utilidades de casa ou comida não vai ser necessário; os gastos que você terá são puramente gastos pessoais com compras e/ou viagens. Então, se for pensar por esse lado nós concluímos que sim, é perfeitamente possível guardar dinheiro sendo Au Pair nos EUA não é mesmo?

Antes de fechar o raciocínio, quero voltar no tempo, nos primórdios de 2006 quando eu embarquei para o meu primeiro ano como Au Pair nos EUA. No auge dos meus 19 anos eu realmente pensava que 160 dolares por semana (na época era esse mesmo o valor que recebíamos) seria uma super quantia e que eu poderia realizar todas as minhas loucuras viajantes, comprar eletrônicos e ainda fazer um pé de meia para trazer de volta pro Brasil ao fim da minha experiência.

Juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA

Oh boy, was I wrong…

Eu não sou controlada, muito pelo contrário. Eu sou a descontrolada do dinheiro. Eu gasto e gasto muito. Com amor a cada coisa que compro ou que como (olá coxinhas!). E lá não ia ser diferente! Era minha primeira experiência na vida sendo dona do meu nariz e dinheiro e eu tinha o mundo a minha frente – Fairfax Mall ou Tyson´s Corner para ser mais exata. Fiquei tão feliz com a minha primeira compra na loja da GAP – uma calça jeans, um casaquinho bem outono e uma bolsa. Gente, que dia mais feliz! Ali, naquele momento eu descobri que a missão de juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA ia falhar miseravelmente nas minhas mãos.

Como se não bastasse as oportunidades de compra, começaram a aparecer oportunidades de lazer. Baladas, pubs, barzinhos, restaurantes… afinal, somos Au Pairs e merecemos no mínimo uma saidinha ao final de cada semana não é? Dependendo da família que você convive, essa uma saidinha pode se tornar duas, três, todas as noites… Lá vai mais um chumbo em cima da missão e você se pergunta: será que é realmente possível juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA?

Juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA

A vida, não contente de esfregar na sua cara as liquidações e aqueles menus deliciosos da Cheesecake Factory, ainda te apresenta mais um inimigo: as oportunidades de turismo. As viagens, meus caros! As viagens! O território de dimensões continentais dos EUA nos abre milhares de portas – desde portas de aviões, trens, carros… O país é incrível e você PRECISA conhecer. Como não ir a New York? Como deixar passar a oportunidade de pisar na calçada da fama em Los Angeles? Ou curtir os cassinos de Las Vegas? Pegar um bronze em Miami? Ver o Mickey???????? Não gente… essas oportunidades não podem passar sem a gente aproveitar cada minuto! A partir daí a missão mudou: como juntar dinheiro para aproveitar o máximo de oportunidades durante a minha experiência como Au Pair nos EUA.

O fato é: mesmo que você fale que não vai sair de balada nos sábados ou que não tem tanto interesse em viajar, acredite que você vai mudar de ideia uma vez que estiver lá. A ideia de juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA é tentadora sim, ganhar em dólares e trazer uma bolada para o Brasil é extremamente instigante mas… quando mesmo que você terá uma oportunidade como essa novamente?

Juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA

O seu ano como Au Pair será um ano inesquecível e fabuloso, se você quiser é claro. Na minha vez, escolhi viver. Conheci diversos lugares que apenas sonhava em conhecer. comprei roupas novas para arrasar na balada todo final de semana, experimentei drinks especiais em pubs super bacanas e investi em eletrônicos que foram meus meios de comunicação com a família e forma de registrar meus momentos incríveis. Me arrependo? Nem um pouco! Ainda consegui voltar com 500 dólares e torrei uma semana depois de ter chegado em uma viagem com amigos para Campos do Jordão.

Dizem por aí que viajar é a única coisa que você compra que te deixa mais rico e eu não poderia concordar mais! Sou milionária!

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Juntar dinheiro sendo Au Pair nos EUA

PS: As fotos vieram do Facebook então a qualidade não é das melhores. As fotos originais queimaram junto com o HD de dois computadores que tinha, e CDs de backup foram perdidos na mudança. Chorem comigo! Mas a essência é a mesma…

Vamos falar sobre Au Pair nos EUA?

FINALMENTE! 

Dando início a execução dos planos de 2017, finalmente trago para vocês o primeiro vídeos do canal sobre o assunto que mais amo falar: AU PAIR NOS EUA!

Há tempos que queria incluir esse assunto no blog e no canal e ainda não havia achado uma maneira, mas aos poucos e com um pouco de planejamento é perfeitamente possível conciliar assuntos tão próximos relacionados a intercâmbio.

E, para dar o pontapé inicial, resolvi falar um pouquinho, de forma geral, sobre como foi o meu intercâmbio!!!!!!! Quer ver como foi? Dá o play aí e não esqueça de se inscrever no canal, hein?

 

5 Motivos para NÃO ser Au Pair nos EUA

Você sonha com o seu intercâmbio que eu sei. Talvez o programa de AU Pair nos EUA esteja na sua listinha de desejos e você tem pesquisado mais a fundo sobre isso, tem muitas dúvidas e indecisões e não sabe ao certo quais seriam as vantagens – ou desvantagens – de fazer esse intercâmbio.

E é aí que nossos caminhos se encontram, meu amigo ou minha amiga. No post de hoje nós vamos falar exatamente sobre os motivos para NÃO ser um(a) Au Pair nos EUA.

1. Você vai viajar muito

Ninguém precisa de tanta viagem assim! Pra que ter tanto trabalho de fazer e desfazer malas, ir e voltar de aeroportos, passar horas em um avião. Desnecessário conhecer todas aquelas cidades de filme, aqueles monumentos históricos, aquelas paisagens deslumbrantes… Pra quê?

2. Você vai investir pouco

Fazer intercâmbio é caro e tem que ser caro. Quem paga pouco para morar fora? Pra viver um intercâmbio? Só doido, né?

3. Você vai trabalhar e receber um salário

Quem precisa de trabalhar durante o intercâmbio? Gosto mesmo é de contar moedinhas e comer um fast food baratinho do menu especial. E outra, trabalhar não vai me ajudar a pegar fluência no idioma.

4. Você vai fazer amizades com pessoas do mundo inteiro

Estou feliz com meus poucos e bons amigos brasileiros. Ninguém precisa conhecer gente de outros países, aprender sobre a cultura deles e ter momentos inesquecíveis.

5. Você vai ser fluente em inglês

Eu já sou fluente em Português e está muito bom. Tenho poucas oportunidades de trabalho, mas é a crise né? Sabe como é. O inglês realmente não vai me abrir portas.

Pense bem se é esse tipo de vida que você quer ter… depois não diga que não avisei 😉

 

 

 

O que você precisa saber sobre MINDER e AU PAIR na Irlanda

Au Pair na Irlanda. Essa é a solução para muitas das mulheres que vem pra cá aprender inglês. A ideia de morar com uma família nativa, cuidar das crianças e não se preocupar com pagamento de contas, falar inglês e ainda receber por isso é realmente muito atraente. Mas como conseguir? E como não cair em ciladas?

Não é só porque estamos na Europa que estamos livres de gente ruim, de trambiqueiros ou mesmo de perigo. É preciso muito cuidado, muita análise e muita conversa antes de aceitar um trabalho desse tipo, além de conhecer seus direitos e deveres ao aceitar. Não deixar a água bater na bunda e aceitar qualquer coisa que aparecer é a primeira das regras de sobrevivência de uma Au Pair, ou seja, o seu planejamento financeiro é essencial para não se ver obrigada a aceitar “exploração”.

A segunda regra clássica é: MINDER não é Au Pair Live Out. Não existe tal termo “Au Pair Live Out”. Ou você é Au Pair, ou você é Childminder/Minder. Essa é uma definição básica para seguir na busca por uma vaga desse tipo. E que tal incluirmos o termo BABYSITTER na jogada? Pois é, essa é outra função e é diferente das demais: nesse caso você toma conta de crianças ocasionalmente, ou seja, quando a família precisa e uma determinada quantidade de horas, que geralmente é a noite, mas lógico que pode acontecer em qualquer período, ok?

Como conseguir uma vaga de MINDER ou AU PAIR na Irlanda
Eu já falei aqui, aqui e aqui sobre links de onde procurar vaga e como consegui a minha vaga, que é de MINDER. Basta procurar as vagas e aplicar a elas e também cadastrar seu perfil nos sites que dispõem desse serviço – vale lembrar que não existe nenhuma agência qualificada a fazer o programa de au pair na Irlanda pois não há regulamentação. Se encontrar alguma e ainda que cobre um valor do aplicante FUJA, POIS É CILADA, OK?
Ao contatar a família, tenha em mente que você precisa de destacar dentre outras candidatas. Não pareça desesperada e se apresente, fale sobre você, de onde veio, onde está morando, conte um pouquinho da sua experiência e do porque está se candidatando a vaga e deixe a família confortável para entrar em contato com você caso assim deseje.

A família me respondeu, e agora?
Sem pânico. Já vamos praticar o inglês e tentar ao máximo não ficar nervosa e acabar esquecendo de alguma coisa. Normalmente você e as famílias vão trocar alguns emails ou telefonemas antes de efetivamente se conhecerem. Durante as primeiras conversas é crucial entender a vaga, ou seja, perguntar a quantidade de crianças, horas trabalhadas durante a semana (Lembrando que estudante pode trabalhar apenas 20horas semanais / part time), se a familia espera algum tipo de trabalho doméstico e se pagará a mais por isso, assim como no caso de babysitting ocasional. E, é claro, o crucial: O VALOR DO PAGAMENTO! O salário mínimo na Irlanda aumentou para 9,15 euros por hora, ou seja, o correto é que tanto AU PAIR quanto MINDER recebam ao menos o mínimo. No caso de AU PAIR, a família deve seguir a regulamentação de domestic worker e na imagem abaixo você pode ver quais são os direitos da AU PAIR:

http://www.mrci.ie/
No caso de uma MINDER, pergunte se, além do pagamento, a família irá colaborar com o transporte. Não é comum, mas pode acontecer então, vale a pena perguntar. Além de toda conversa relacionada ao pagamento, o trabalho deve ser entendido e compreendido por ambas as partes para que não haja surpresa – não que isso garanta alguma coisa, mas o combinado não sai caro. É bom que tudo isso seja formalizado – um email que seja – para que você tenha um respaldo no caso de alguma coisa sair fora do trilho.

Cuidado com ciladas
Como sabemos, tudo que seja online é arriscado, pois nunca sabemos quem está do outro lado. Então, tome muito cuidado, converse muito com a família e conheça pessoalmente a família e as crianças antes de tomar decisões. No caso de um encontro em pessoa, marque em um local público e, de preferência, leve um conhecido junto e avise amigos aonde estará e o horário. Todo cuidado é pouco e aqui também existem pessoas ruins e ninguém quer cair numa cilada, certo? Não coloque foto, telefone nem seu endereço nos seus anúncios e apenas forneça alguma informação adicional após trocas de email e quando você sentir segurança. Lembre-se: nunca sabemos quem (ou o que) está do outro lado.

O trabalho e as crianças
Antes de aceitar o trabalho, tenha certeza de que é isso que você quer e está de acordo com as suas responsabilidades. Não vai aceitar cuidar de um bebê se tem medo de pegar um no colo ou se realmente não sabe lidar, assim com qualquer criança. Paciência é crucial para um trabalho como esse: é cansativo e exige uma responsabilidade ENORME, então, tenha certeza de que você está apta para o trabalho antes de mesmo tentar. Não adianta você pensar “vou e fico uma semana e vejo no que dá”, muitas vezes você estará atrapalhando você mesma e uma possível família bacana usando-a como “experimento”. Tem muita família que pode ser exploradora sim, você deve ficar atenta, mas tem muita família boa que merece o mínimo de respeito.

Saber quais são seus direitos e deveres ao procurar uma vaga dessa e conhecer seus limites são requisitos básicos para alcançar o sucesso trabalhando com crianças. É gratificante, porém cansativo, mas é uma ótima opção para se manter por aqui durante seu intercâmbio e ainda praticar – e muito – o inglês, além de mergulhar na cultura do país. Aproveite!

Tem mais alguma dica? Compartilhe com a gente!

 

O que é ser MINDER ou AU PAIR na Irlanda?

Confesso que, inicialmente, havia feito um vídeo para falar sobre o assunto. Porém, contudo, todavia, estou odiando fazer videos explicativos porque, gente, eu sou “uh óh” na frente das câmeras e o que eu gosto mesmo é de escrever! Vocês estão de espectadores, podem falar: falta muito treinamento para me soltar e haja saco para aguentar a voz de gralha. Hahaha! Por enquanto prefiro que vocês vejam escrito do que ter de me aturar falando, mas, a escolha é de vocês. Se quiserem vídeos, basta pedir – não vou acabar com o canal não, mas vou fazer vídeos de viagens e aos poucos tentando me soltar na frente das câmeras, beleza?

Trabalhar na Irlanda é o desejo de 10 entre 10 pessoas que estão se preparando para o intercâmbio e, especialmente as meninas, as opções de minders e au pairs são sempre as mais visadas. Mas, o que é ser minder ou Au Pair na Irlanda?

Muita gente acha que é um trabalho fácil, afinal, cuidar de criança é botar pra assistir TV, dar um sanduíche na hora de almoço e acabou, certo? Não poderia estar mais errado! Estou cansada de ver gente que está procurando trabalho com crianças sem nem ao menos gostar de crianças.

Regra número 1: se você não gosta ou não tem paciência com crianças, não se candidate a vaga. É simples! Você pode estar comendo o pão que o diabo amassou, necessitando daquela grana, mas amiga, não faça. Não é um simples trabalho que você pensa “não gosto mas dá pra levar”, tipo aquele seu escritoriozinho no Brasil. Não, não é. Cuidar de criança é gostar de sentar no chão, rolar na grama, brincar de pega-pega, de massinha, de carrinho, é fazer almoços, jantas, ter paciencia para colocar para dormir ou para acabar com o drama e é, acima de tudo, saber e aprender a dar amor e carinho porque, caramba, são crianças!!!!!

Antes de mais nada, vamos chegar num acordo das nomenclaturas, ok? Vamos lá:

  1. Au Pair: Mora com a host family e trabalha para eles.
  2. Minder: trabalha para familia mas não mora com eles. Não me venha com au pair live out. É minder, childminder, nanny.
  3. Babysitter: babá por tempo determinado (horas) quando há necessidade dos pais saírem e não levarem as crianças.

Clarificou? Pois bem, eu já fui Au Pair nos EUA por 2 anos e isso me ajudou muito a encontrar meu trabalho por aqui como MINDER. Há pouco mais de 4 meses cuido de dois meninos – um de 3 anos e outro de 10 meses. Trabalho das 9 as 16, de segunda a sexta. Encontrei essa família através de anuncio no Facebook, como já contei aqui – e aqui tem dicas de onde procurar. No total, são 35 horas semanais, vezes menos, vezes mais, mas normalmente fecha nas 35. Antes que vocês perguntem, eu estou com stamp 4, então não tenho a restrição de horas, porém ainda não sou registrada.

Para ser minder por aqui, ou em qualquer lugar do mundo, é preciso dedicação, muita paciência, criatividade e estar sempre de coração aberto para as crianças, pois muitas vezes você vai ser a fonte de amor e carinho que eles vão receber, então é preciso se entregar bastante. No meu caso, eu posso perceber que os pais das crianças são extremamente amorosos e carinhosos com eles, mas nem todos são assim. Muitos ficam um bom tempo fora de casa e tentam suprir a falta com bens materiais e você, embora não seja a sua função, tem que ter aquele tratamento maternal com as crianças, que podem se utilizar de malcriação e drama para chamar atenção. Jogo de cintura é fundamental numa situação como essa.

Se você for cuidar de crianças mais novas, conhecidos como toddlers, você vai precisar de toda paciência do mundo pois eles costumam querer brincar com coisas diferentes a cada 5 minutos e prender a atenção deles é extremamente complicado. Principalmente em dias chuvosos – hahahaha. Caso cuide de crianças mais velhas, você vai ter que se impor e mostrar quem manda, caso contrário, acham que são donos de si e passam por cima de você mesmo, e fazendo de gato e sapato ainda. Tem que ajudar ou garantir que façam lição de casa, arrumem o que tiverem que arrumar. Garantir uma boa convivência é essencial e acredite, eles podem ser seus melhores amigos se vocês deixarem que sejam.

Se você gosta de crianças mas não tem experiência, segue algumas dicas que preparei para você mandar bem com suas kids e conquistar a familia, além de dicas importantes que todos devem seguir:

  1. Gostar de crianças é essencial. Mais uma vez, não se candidate à vaga se não gosta;
  2. Tente descobrir o que as crianças gostam de fazer e encontrar ou mesmo inventar variações de brincadeiras e brinquedos relacionados;
  3. Em épocas festivas, faça projetos de arte com suas crianças: tomando como o exemplo o Natal, aproveite os dias chuvosos e façam enfeites e cartões de Natal para toda família Se não tiver material na casa, compartilhe a ideia com os pais e peça para comprarem algumas coisas;
  4. IMPORTANTÍSSIMO: não deem nada de diferente para as crianças comerem, especialmente as mais novas, sem antes saber se eles têm alergia. Tomem muito cuidado com comidas e conversem bastante com os pais sobre isso;
  5. Uma vez tendo certeza de que as crianças podem comer qualquer coisa, faça projetos culinários fáceis com eles, inclusive com os mais novos. Eles adoram participar e com certeza irão gostar de comer algo diferente. Tem muita dica e videos na internet, utilize a seu favor;
  6. Crie horários e atividades cada dia da semana (óbvio que pode ser variações e repetecos) mas tente fazer pelo menos uma coisa diferente por dia;
  7. Faça-os ajudar a recolher brinquedos e arruma-los corretamente toda vez que brincarem;
  8. Leia livros com eles; eles adoram;
  9. Tente encontrar playgroups na região onde moram ou mesmo outras minders/au pairs com crianças da mesma idade para fazerem playdates: vão para library, parque, cinema, teatro, o céu é o limite;
  10. Não importa a idade: vocês tem que se impor e não deixar a criança mandar; eles tem que aprender desde cedo a respeitar as regras e se os pais não o fazem, você tem que fazer e assim, facilitar o seu próprio trabalho.

Não vou mentir: é cansativo, é desgastante, tem horas que a criatividade passa longe e você já não tem ideias do que fazer com eles. Mas, por outro lado, é extremamente satisfatório quando ele vêm te abraçar, te beijar e te dizem “I Love you”. Não existe amor mais puro e sincero do que o de uma criança e pode ter certeza de que esses pirralhos vão sim conquistar você, dia após dia.

Tem mais dicas para compartilhar? Deixem aqui nos comentários e ajudem as marinheiras de primeira viagem!

 

Au Pair nos EUA – A semana do treinamento – St. John Univeristy

Sabe aquela sensação de um grande sonho realizado? Pois então, assim me senti ao colocar meus pés nos EUA no dia 11 de Setembro de 2006. Sim, você não viu errado: cheguei exatamente no dia 11 de Setembro, exatamente 5 anos após a tragédia em NY.

Embarquei em SP com mais um grupo de brasileiras, todas tremendamente ansiosas pelo que estava por vir…

Eu e meu medo de voar – que tormento – nos controlamos bem durante o voo sentido Washington DC, onde seria minha conexão para o destino final: NYC. Tudo tranquilo até então – perdemos o voo na conexão por conta da demora na imigração, mas no final deu tudo certo – chegamos em NY!

O nosso primeiro destino era a St. John University – lembrando que escolhi a Cultural Care – onde faríamos nossa semana de treinamento antes de embarcarmos com destino as nossas host families.

A universidade é linda e enorme e um sonho. Fica em um lugar muito charmoso, bem amplo e muito bonito. Corri procurar um acesso à internet para avisar a família no Brasil e nos EUA que eu já havia chegado e que estava tudo bem.

Gente, tudo isso aconteceu há quase 10 anos atrás, então com certeza muita coisa mudou e não lembro muito bem da semana dia a dia, mas quero compartilhar o que eu lembro da minha experiência e dar dicas que eu acredito serem valiosas para se ter um ano de sucesso.

Primeiro: quando fui achava que o treinamento era chato, e totalmente desnecessário. Engano meu! Sem ele com certeza teria ficado completamente perdida em diversas situações. Meninas, acreditem: absorvam o máximo do seu treinamento e valorizem pois ele é extremamente importante!

Lá você vai aprender mais sobre a cultura americana, comportamento das crianças e até mesmo o que fazer ou não fazer na casa da host family. Você vai, também, conhecer e receber várias dicas de entretenimento para as crianças, assim como cuidados especiais dependendo da faixa etária. Ah, fiquem tranquilas: as salas são dividas por faixa etária de suas host kids, ou seja, se você vai cuidar de um bebê, tenha certeza de que vai passar por aulas especificas para tal desafio.

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É uma semana extremamente rica e divertida, que, sendo bem aproveitada, te prepara muito bem para seu ano como Au Pair. Valorize cada minuto do seu treinamento!