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Viver Fora do Brasil

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Aluguel em Cork é mesmo tão complicado?

Bom, essa é a pergunta que eu respondi no vídeo de hoje, finalmente liberado no nosso canal – já está inscrito?

Essa é uma das maiores preocupações para quem está se preparando para vir ou já chegando na cidade, então eu tentei explicar um pouquinho sobre o processo de aluguel em Cork e falar sobre a realidade e condições de moradia por aqui. Um dos vídeos/posts mais pedidos finalmente no ar!

Gente, eu morro de vergonha de fazer vídeos então, sejam bonzinhos comigo e me deem audiência, ok? 

Aperta o play aí!

 

 

Nevasca em Cork: sonho ou pesadelo?

Se vocês me acompanham no Instagram (se não, tá esperando o que? Clica aqui!) sabem que Cork parou com a chegada da neve na semana passada e foi lindo. Sim, foi lindo. O verde se tornou branco, crianças correndo felizes, adultos voltando a ser crianças e a vida ficou mágica do dia para noite.

Nevasca em Cork

Nevasca em Cork

Não vou entrar em termos técnicos nem nada, mas o fato é que é totalmente incomum nevar na Irlanda, ainda mais na proporção em que foi vista. O que causou essa loucura no clima foi o fenômeno conhecido como The Beast from the East, um vórtice polar que trouxe temperaturas negativas direto da região da Sibéria. Ao mesmo tempo, uma tempestade nomeada de Emma veio de encontro e… o resto é história!

E por falar em história, eu jamais imaginei viver esse momento histórico! Histórico pelo menos para mim rs. Não foi a primeira vez que eu vi neve – morei nos EUA por 2 anos – mas a quantidade de neve que eu vi aqui foi impressionante!

Quando eu vi a previsão do tempo na semana retrasada eu dei de ombros e ri, pensei comigo mesma “ah, vai cair meia duzia de floquinhos como da ultima vez, há umas semanas atrás”. Dias depois notei um alarde anormal, pessoas correndo para os mercados, fazendo estoque de comida e eu pensei que o mundo ia acabar e eu não tinha sido avisada. Avisos foram emitidos e as pessoas estavam se preparando para o pior. Mal sabia eu…

NEVASCA EM CORK: SONHO!

Quando ela finalmente chegou eu fiquei encantada com a vista e ela transformou completamente o visual do meu bairro. A região aqui é alta e os morros são cobertos por um cobertor de grama verde que é inacreditável. Ilha Esmeralda é apelido!

O verde ficou branco, os telhados das casas cobertos de neve, árvores com seus galhos cheios, bolas de neve, bonecos de neve, frio… tudo o que eu realmente não esperava ver. O primeiro dia foi de um encantamento inexplicável, como se fosse a primeira vez.

Nevasca em Cork Nevasca em Cork

Sair na rua foi como sair em um dia de verão: tinha tanta gente na rua, feliz, surpreendidos com a beleza e diversão, cachorros, gatos, crianças… era um misto de alegria com comoção e foi contagiante. A gente saía e não queria voltar para casa: a energia era algo palpável!

NEVASCA EM CORK: PESADELO!

Ver as imagens certamente arranca sorrisos de satisfação com toda beleza. A neve transforma um lugar como num passe de mágica!  Maaas, o buraco é um pouquinho mais embaixo…

A neve me deixou presa em casa por 5 dias. Não moro no centro da cidade, meu bairro (Rochestown) fica a uns 30 min de distância de ônibus. A região é alta, em cima de morros, ou seja, num momento como esse ficamos sem ônibus e totalmente ilhados o tempo inteiro – saíamos para andar pelo bairro, apreciar a vista e voltava para casa.

Como já falei, a Irlanda não recebe essa quantidade de neve regularmente o que deixa o país vulnerável e despreparado. Ainda mais em se tratando do interior. Cork é a segunda maior cidade da Irlanda, mas ainda assim é pequena e é interior. Não tem infraestrutura para receber uma loucura de clima como essa. A cidade parou completamente. Mercados, bares, lojas, transporte público.

Hoje, segunda feira, vai ser o primeiro dia que vou poder sair, pegar ônibus e voltar a rotina. Tesco me espera! A neve é linda, mas pode ser extremamente chata!

Nevasca em Cork

Não sei se veremos esse fenômeno novamente tão cedo, mas o fato é que ainda vai render muitas fotos nas minhas redes sociais. Porque não importa o quão revoltante é ficar ilhada por conta da neve, ela sempre consegue transformar a raiva em alegria com toda sua brancura.

Nevasca em Cork Nevasca em Cork Nevasca em Cork

Nevasca em Cork Nevasca em Cork Nevasca em Cork Nevasca em Cork

Eu não consegui ver o centro de Cork pessoalmente mas o Geraldo (segue ele no insta!) contribuiu com esse post com as fotos maravilhosas que ele tirou lá da cidade! Cork ficou irreconhecível!

Nevasca em Cork Nevasca em Cork Nevasca em Cork Nevasca em Cork Nevasca em Cork Nevasca em Cork Nevasca em Cork Nevasca em Cork

 

Leap Card de estudante em Cork: como conseguir o seu

A vida de um estudante na cidade de Cork é no mínimo corrida e buscamos todas as formas possíveis de economizar em nosso dia a dia, procurando produtos mais baratos, promoções, andando ao invés de pegar um ônibus mas o fato é que nem sempre é possível ou viável deixar o ônibus de lado, não é mesmo?

Na maioria das vezes os estudantes conseguem acomodação e emprego pelos arredores do centro e assim, transporte deixa de ser uma preocupação. Mas ainda tem aqueles que não tem tanta sorte assim e necessitam de uma economia a mais na hora de pegar um ônibus e é aí que entra o Leap Card.

O Leap Card nada mais é do que nosso Bilhete Único (em São Paulo pelo menos). É um cartão em que você coloca créditos e consegue um valor mais em conta na tarifa diretamente no ônibus. O Leap Card qualquer um pode conseguir, basta ir na Bus Station no centro de Cork e comprar o seu. Agora, se você é estudante, a história muda um pouquinho. Eu realmente não sabia disso até precisar.

Não é nada de outro mundo, o que muda na verdade é o local em que você vai adquirir o seu cartão, o Student Leap Card. E, obviamente, por ser de estudante, você tem que apresentar um comprovante da escola – matrícula, carteirinha – para poder fazer o seu. Vamos aos detalhes…

De posse da sua comprovação da escola, você vai se dirigir ao escritório Sayit Office, que fica na Grand Parade, no centro de Cork – use a loja Sayit Travel como referência, próxima ao Soho Bar. Lá você vai preencher um formulário, entregar para o atendente, pagar os 10 euros, tirar uma foto e aguardar uns minutinhos para sair de lá com o seu cartão. É muito simples.

Leap Card de Estudante em Cork

Lembrando que esse Student Leap Card pode ser usado como comprovante de estudo em cinema, lojas, etc e te dar ainda mais descontos.

Outra coisa: se você é um usuário assíduo do transporte público em Cork você pode usar o Monthly Ticket – 67 euros mensais e você tem direito a usar quantos ônibus quiser, sem limite de tempo ou quantidade. É livre para ir e vir a medida que os horários dos ônibus permitirem.

5 dicas para fazer um intercâmbio de sucesso

Para se ter um intercâmbio de sucesso é preciso de muito mais do que vontade.

Um intercâmbio pode ser a experiência da sua vida e, certamente você quer que tudo corra na mais perfeita ordem. A ansiedade, o medo, a angústia são sentimentos normais de qualquer futuro intercambista e se atentando à essas dicas eu tenho certeza de que você conseguirá realizar um intercâmbio de sucesso!

Quanto antes, melhor

Planejar um intercâmbio com antecedência é um dos segredos de se conseguir um intercâmbio de sucesso. O planejamento, seja ele de estudos ou financeiro, é extremamente importante para garantir que tudo ocorra dentro dos conformes. Como um intercâmbio não acontece do dia para noite, planejar tudo com antecedência te dá margem para fazer muitas pesquisas, comparações de preço, custo benefício e formas de pagamento diferenciadas. Então, comece o seu planejamento o quanto antes!

Pesquise muito bem o seu destino

Uma das maiores frustrações durante o intercâmbio pode ser o destino escolhido. Sim, e isso é muito real! Você deve fazer pesquisas aprofundadas e detalhadas sobre cada provável destino e escolher aquele com o qual você mais se identifica, nem que para isso você tenha que esperar mais um tempo para finalmente embarcar. Um destino errado pode arruinar a sua experiência fora do Brasil!

Faça amigos gringos, mas não esqueça dos brasileiros

Equilíbrio, minha gente, equilíbrio! Normalmente, o objetivo do intercâmbio é aprender a língua do destino escolhido não é verdade? E como você aprende? Em contato direto com o idioma! Conhecer pessoas de outros países é o melhor meio de aperfeiçoar a língua, além de te abrir portas para conhecer novas culturas e fazer novos amigos. Porém, a verdade é que não devemos NUNCA fechar as portas aos nossos conterrâneos. São eles que nos ajudam quando precisamos e, por termos afinidades devido à cultura, nos entrosamos muito melhor e, querendo ou não, nos tornamos família fora do Brasil. Saiba equilibrar suas amizades e contatos e você irá encontrar a fórmula ideal de aprender, aumentar seu círculo de amigos e ainda manter as raízes.

Nem todo programa de intercâmbio é igual

Outro fator importante para se fazer um intercâmbio de sucesso é justamente saber qual tipo de intercâmbio escolher. Se você não gosta de crianças, o programa de Au Pair não seria o ideal, não é mesmo? Conhecer cada tipo de intercâmbio e o que eles oferecem é crucial para fazer a escolha certa e ter momentos inesquecíveis.

Mantenha a mente aberta

O choque cultural é gigante quando decidimos passar um tempo fora do Brasil. Com cultura e costumes diferentes dos nossos, nos sentir acuados em terras estrangeiras é normal. A melhor forma de enfrentar é mantendo a mente aberta, sem julgar a cultura local e tentar ao máximo imergir no dia a dia, conhecendo a rotina e a forma como vivem as pessoas do seu destino escolhido.

Agora é só arrumar as malas e #PartiuIntercâmbio!

Como tirar o STAMP 4 sem contrato de trabalho?

Mas como assim sem trabalho? É possível tirar o STAMP 4 sem contrato de trabalho, Nadine?

É sim possível tirar o STAMP 4 sem contrato de trabalho e aqui nesse post você vai conhecer os detalhes de como fazer isso. Já falamos bastante sobre o STAMP 4 nos vídeos aqui no blog e canal e algumas informações serão redundantes, porém, agora de forma escrita, muito mais visual para vocês.

Para quem está perdido ainda  e não sabe do que eu estou falando, o STAMP 4 é o tipo de visto que o familiar de cidadão europeu recebe para poder residir na Irlanda. Não é tão simples quanto parece nem tampouco rápido. É um processo burocrático, por muitas vezes demorado e que exige um certo esforço dos aplicantes.

Falando um pouquinho sobre o processo do STAMP 4

Para aplicar para este tipo de visto, o aplicante precisa estar casado com um cidadão europeu. A aplicação tem de ocorrer em terras irlandesas devido a necessidade de levantamento de toda uma documentação que você só consegue lá, para citar um exemplo, contrato de aluguel.

O envio dos documentos para imigração deve ser feito através de carta registrada e, ao que tudo indica, agora os aplicantes estão recebendo uma confirmação de recebimento. Uhul! Antes tarde do que nunca, haja visto que nos primórdios isso não acontecia. A imigração envia a aprovação do visto temporário depois de 8 a 12 semanas, em média. Você irá receber uma carta informando que seu visto temporário foi liberado e algumas vezes ainda solicitando algum documento adicional. Com a carta em mãos, você irá fazer o agendamento online para registrar-se na GARDA – lembrando que o registro online é feito em cidades onde essa tecnologia está disponível. No dia de comparecer à imigração, não se esqueça de levar a carta que você recebeu, passaporte dos dois, comprovante de residência e o cidadão europeu. 

O visto temporário tem duração de 6 meses inicialmente, mas a imigração tem aumentando esse prazo de validade nos últimos tempos devido a alta demanda por esse visto, o que tem gerado atrasos no processamento. Feito o registo, simplesmente aguardar o seu GNIB chegar (em Cork estava demorando 2 semanas) e pronto, você já pode viver tranquilamente – por tempo determinado – em terras verdes.

Tá, e como faço para conseguir meu STAMP 4 sem contrato de trabalho?

O primeiro passo é baixar o EU1 form e seguir o post já em posse do formulário para um melhor entendimento Já baixe, também o manual de preenchimento. O post é mais um complemento desse manual (lá vocês encontrarão o passo a passo do preenchimento então é bom perder um tempinho dando uma olhada nele, ok?)

Formulário em mãos, vamos direto para Section 3 – Current Activity of the EU citizen in the State – não vou passar sessão por sessão do formulário, se acharem realmente necessário deixem nos comentários que eu prometo que faço um manual aqui para vocês, mas o vídeo que fizemos sobre o assunto já sana muitas das possíveis dúvidas de vocês. Como tirar o STAMP 4 sem contrato de trabalho?

Na subsection 3.1 você deve selecionar uma das atividades listadas exercidas pelo cidadão europeu. No nosso caso, como estamos falando do cidadão sem contrato de trabalho, nos sobram as opções C) Study e E) Residing with sufficient resources. Essas são as duas opções que vocês irão focar, escolhendo apenas uma dependendo de qual for seu caso. Detalhe: quem vai decidir qual é a melhor opção é você mesmo, ok?

  • Opção C) Study
    Você irá selecionar essa opção se o cidadão europeu está cursando faculdade ou fazendo algum curso de inglês com pelo menos 6 meses de duração, além de ter uma quantia razoável para manter os dois no país.
  • Opção E) Residing with sufficient resources
    Nessa opção o cidadão europeu não se encaixa em nenhuma das anteriores e possui uma quantia razoável para manter os dois no país.

Na subsection a seguir, de acordo com a opção que selecionaram, vocês irão preencher os respectivos campos:

  • Se for Study, informar o nome da Escola ou Universidade, endereço, telefone e se possuem seguro saúde
    Como tirar o STAMP 4 sem contrato de trabalho?
  • Se for Sufficient Resources, vocês devem informar quais são seus fundos, valores e como vocês estão se mantendo na Irlanda, além de também informar se possuem seguro saúde.
    Como tirar o STAMP 4 sem contrato de trabalho?

Na Section 4 – Document Checklist é onde vocês vão encontrar a listagem de todos os documentos que precisarão providenciar antes de enviar para imigração. As duas primeiras partes são óbvias e não necessitam de explicação – comprovação de identidade e estado civil. Lembrando que a certidão de casamento deve ser traduzida juramentada. E ah, pode ser a brasileira ou a do país do qual o cidadão possui nacionalidade, de qualquer forma, tem de ser apresentada em inglês.

A comprovação de moradia é necessária para qualquer caso de aplicação e é comum em todas as opções, mas vou passar com mais atenção nessa parte porque ainda tem muita gente com dúvidas nesses quesitos.

Como tirar o STAMP 4 sem contrato de trabalho?

  • Se você aluga um imóvel, terá que apresentar:
    • Carta da imobiliária/landlord OU contrato de aluguel – no caso de aluguel do quarto, se seu nome não estiver no contrato, peça para o landlord ou pessoa responsável pelo contrato escrever uma carta comprovando que vocês moram no local
    • Carta do PRTBsolicite ao landlord assim que alugar a casa e no nome dos dois. Esse processo quem faz é o Landlord e você receberá a carta em sua casa, em caso de aluguel do quarto, solicite ao responsável pelo contrato
    • Contas no nome dos dois – pode ser conta de luz, água, telefone, internet, celular desde que tenha o nome dos dois (não necessariamente na mesma conta, pode ter o nome de um em uma e do outro em outra)
  • Se você é dono da propriedade:
    • Carta do financiamento OU da autoridade local OU do Conselho do Municipio
    • Escritura
    • Contas no nome dos dois – pode ser conta de luz, água, telefone, internet, celular desde que tenha o nome dos dois (não necessariamente na mesma conta, pode ter o nome de um em uma e do outro em outra)

Tranquilo até aqui? Fôlego que ainda tem mais…

Agora vamos falar sobre a documentação necessária para comprovação da atividade do cidadão europeu na Irlanda. Lembrando que estamos falando do caso do STAMP 4 sem contrato de trabalho, ok?Como tirar o STAMP 4 sem contrato de trabalho?

  • Se o cidadão europeu está estudando:
    • Carta da escola/faculdade comprovando a matrícula e informando as datas de inicio de término do curso;
    • Carta do seguro saúde privado irlandês comprovando a cobertura para os dois
      * Seguro viagem não é o mesmo que seguro saúde. Esse seguro saúde seria um “convênio” irlandês, que cobre consultas e alguns procedimentos. No caso, é necessário um seguro saúde para os dois (tanto EU quanto non-EU). Entre as opções, você pode analisar e cotar o Aviva, Laya Healthcare e o VHI.
    • Extratos bancários E/OU outra comprovação de renda que mostre que o cidadão europeu tem condições de manter os dois na Irlanda sem se tornar um peso para o estado.

Como tirar o STAMP 4 sem contrato de trabalho?

  • Se o cidadão europeu tem fundos suficientes para se manter:
    • Evidência dos fundos através de carta explicativa e extratos bancários
      * Sobre o valor, a imigração nunca abriu qual seria o valor ideal para aplicar por essa opção. Através de análises e estudos, concluímos que algo em torno de 10k a 15 euros, porém já aconteceu de aprovarem com 6k. Então, é loteria!
      ** Sobre a renda, mesmo após o envio da documentação, é bom vocês manterem um bom valor em conta pois pode acontecer de ter que comprovar essa renda novamente durante o processo
    • Carta do departamento do Seguro Social atestando que não existe nenhum pedido de ajuda financeira em nome do cidadão europeu
      * Essa carta só é gerada se o cidadão europeu tem PPS. Se não tiver não adianta nem pedir porque eles não fazem. O que deveria ser algo lógico – não tem PPS logo não tem ajuda social – é bem mais complicado. Se vocês forem aplicar por essa opção, o conselho é que o cidadão europeu já tenha PPS.
    • Carta do seguro saúde privado irlandês comprovando a cobertura para os dois
      * Seguro viagem não é o mesmo que seguro saúde. Esse seguro saúde seria um “convênio” irlandês, que cobre consultas e alguns procedimentos. No caso, é necessário um seguro saúde para os dois (tanto EU quanto non-EU). Entre as opções, você pode analisar e cotar o Aviva, Laya Healthcare e o VHI.

Com a documentação em mãos, basta enviar diretamente para o endereço informado no formulário e cruzar os dedos! Lembrando que, no caso de impossibilidade de enviar alguma documentação, é necessário escrever uma carta a mão explicando o motivo do não envio do documento.

Se houver alguma mudança – QUALQUER MUDANÇA seja de casa, de status, de marido/esposa rs INFORME PRONTAMENTE À IMIGRAÇÃO. Mandem a comprovação para o mesmo endereço informando o seu ApplicantID, nome completo e data de nascimento e eles farão a atualização do processo.

O post ficou longo mas acredito que vai ajudar a quem está começando essa jornada. Dúvidas sempre vão existir, quem conhece sabe que o processo é bem chato e interpretativo. E digo mais, se alguma coisa não ficou clara, por favor, entre em contato e a gente dá mais uma conversada sobre o assunto, ok?

Ufa… por hoje é só!

Porque saímos da Irlanda?

OLÁ PESSOAS!

Desculpem o meu sumiço mas não esqueci do blog não. Hoje trago um vídeo para vocês explicando mais detalhadamente sobre a nossa saída da Irlanda e os motivos do meu sumiço das redes sociais e blogosfera.

E, boas novas: AGORA VOLTEI PRA FICAR! Precisa de um tempo para me recompor e compor ideias e agora o caderninho está a mil!

Aperta o play e vem conhecer mais detalhes da nossa situação agora (não esqueçam de se inscrever no canal hein? Tem muitos videos planejados!).

Assistam, curtam e compartilhem!

 

A realidade de um intercâmbio em Cork

Muito se fala sobre intercâmbio em Cork: coisas boas, coisas ruins, coisas indiferentes… mas qual é a verdade sobre a cidade? Sobre fazer um intercâmbio em Cork? Sobre o aluguel? Sobre o mercado de trabalho?

Para atrair, obviamente, tudo é pintado como um mar de rosas e, todos nós sabemos, qualquer intercâmbio está sujeito a altos e baixos, alegrias e decepções, sucesso e problemas. Então, no post de hoje, vamos conversar um pouquinho sobre a realidade de se fazer um intercâmbio em Cork, passando por tópicos específicos e mais preocupantes como moradia, trabalho, escola, etc.

Moradia
Quando cheguei em Cork, em Maio de 2015, a cidade estava de fato mais tranquila, era pouco procurada ainda e a oferta de casas e apartamentos estava decente. Mas não significou facilidade para encontrar nosso lar perfeito, diga-se de passagem. O fato é que com o crescimento da cidade, em termos de empresas, muita gente acabou migrando para Cork e abocanhando as vagas que eram postadas prontamente, em questão de minutos um aluguel já era concretizado. Além de tudo, Cork se tornou uma ótima alternativa para Dublin, o que significou muitos estudantes deixando de ir para a capital e escolhendo a pequena Cork como destino de intercâmbio. O resultado disso? Uma crise tremenda de moradia, onde empresas estavam, inclusive, pedindo para seus funcuionários alugarem seus sofás para novos funcionários recém chegados. Pode isso produção? Pois é, não estou mentindo. A procura não só ocasionou uma diminuição da oferta como, também um aumento considerável nos valores de aluguéis – ainda mais barato que Dublin em questão de comparação. Outro ponto de dificuldade bem conhecido entre nós é a questão de documentação para aluguel. Assim como em Dublin, os landlords em Cork solicitam sim comprovação de renda, de landlords anteriores e acabam dificultando a vida de quem tem interesse em alugar uma casa ou apartamento por conta própria. Recorrer à imobiliárias pode ser uma opção, mas nem sempre válida. A questão é: você consegue, mas vai ter que ter paciência, saber pesquisar, negociar e se vender para conseguir o tão sonhado cantinho para chamar de seu.

Trabalho
A questão de trabalho é relativa, pois as variáveis de pessoa para pessoa são diversas. A começar pelo visto: estudante certamente vai ter mais dificuldade de achar um trabalho do que alguém que tenha Stamp4 ou passaporte europeu. Por outro lado, uma pessoa com visto ou passaporte mas sem nada de inglês certamente terá grandes dificuldades em encontrar um trabalho em um país em que o inglês é nativo. Ou seja, as combinações são inúmeras e muita coisa dependerá de você, da sua força de vontade, do seu empenho e do que você estará disposto a fazer. Cork oferece uma gama de empregos considerável – não tão grande quanto Dublin, veja bem – então com um esforço é perfeitamente possível achar um trabalho que te apeteça. A realidade do mercado de trabalho em Cork hoje é bem diferente de quando eu cheguei: certamente a concorrência aumentou e você tem sim que batalhar por um lugar ao sol, não tem jeito. A não ser que você seja uma mega blaster ultra master profissional na sua área de atuação, um visto de trabalho é um sonho distante e você terá que enfrentar perrengues nos trabalhos de cleaner, kitchen porter, pub staff, minder, panfletagem e por aí vai. Algum problema nisso? Eu não vejo nenhum. Crescimento profissional e pessoal passa por todas as áreas e certamente você aprenderá muito (mas muito mesmo) a língua nativa durante o dia a dia no trabalho, Afinal de contas, foi para isso que você se prestou a fazer intercâmbio, certo?

Escolas
O número de escolas em Cork é baixo. São apenas 6 escolas, com uma tabela de preços semelhante, ou seja, o valor é sim mais alto comparado com Dublin. A procura é grande e o número de brasileiros nas escolas também. Então, se você acha que está indo para Cork e não vai encontrar nenhum brasileiro na sala de aula, amiguinho, você está redondamente enganado. Como já falei mais para cima, a procura de estudantes brasileiros pela cidade cresceu muito e a comunidade tupiniquim está marcando presença massiva na segunda maior cidade da Irlanda. O bom é que brasileiro é sempre brasileiro e se você gosta dos conterrâneos, vai se sentir em casa. Se você não gosta, vai pra Groelândia, não sei né. Em questão de aprendizado do idioma, depende de você praticar em sala, no seu dia a dia e não pedir pro amigo falar por você no McDonalds. Se você faz isso, desculpa amigo, não tem como te defender. Quer aprender, mete o pé, quebra a cara, erra e aprende com o erro. Seja com brasileiro, espanhol. chinês, francês, force o inglês e aprenda na marra. Seu investimento foi alto para você desperdiçar então não use o fato de ter muito brasileiro na sala como uma muleta. Faça sua parte.

Custo de vida
Já tem um post que fala bem sobre o custo de vida em Cork aqui no blog, mas vale mencionar né? O seu custo de vida não é igual ao meu, assim como não é igual ao do fulano ou ciclano. Se você gosta de sair para os pubs e encher a cara, seu custo de vida certamente vai aumentar. Se você é fit e gosta de cozinhar em casa e fazer receitas mirabolantes usando produtos simples, obviamente seu custo de vida vai ser mais baixo. A verdade é que você Cork tem espaço para todos os gostos e bolsos. Se você é mais econômico, você consegue viver tranquilamente (Reduced do Tesco é vida, minha gente!). Agora, se dinheiro na sua mão vai como água, Cork também vai te fazer feliz. No geral, por conta do aluguel, o custo de vida em Cork é mais barato que Dublin. Mas as outras coisas (mercado, contas, etc) é basicamente o mesmo, com algumas alternâncias. Mas sim, Cork vai te abraçar e te receber lindamente independente do seu bolso.

Cidade
Bom, esse é um tópico mais complicado pois eu tenho a minha opinião muito bem formada. E certamente muita gente concorda e discorda, mas, vai de gosto e estilo de vida de cada um. A cidade é um amor, é pequenina, é aconchegante, é receptiva e, de primeiro momento, é seu refúgio nesse mundo tão estranho em que vivemos. Para mim, que saí da muvuca de São Paulo, Cork e seu ambiente acolhedor me fizeram sentir em casa desde o primeiro minuto. Mas a lua de mel com a cidade pequena durou pouco. Apesar da cidade oferecer uma gama de de atrativos até considerável, eles são limitados. Cinemas, um shopping, um parque grande, algumas galerias e é basicamente isso. Eu não curto Pub, de fato isso é problema meu, mas o número de pubs na cidade é grande por assim dizer. A dificuldade de lomocação – digo em questão de horarios e intervalos de onibus – restringe muito a vida de quem mora mais afastado do centro, o que era meu caso e acredito que muito da minha decepção se deva a esse fato. Acaba perdendo festivais bacanas, festas de ultima hora ou mesmo uma reunião com amigos, então é um ponto a se pensar muito bem antes de definir onde morar. Depois de um tempo, aquela cidade pequena que tanto me acolheu quando eu cheguei ia se transformando naquele cubinho minusculo enquanto minha vontade de sair crescia. De fato a minha opnião mudou muito de quando eu cheguei e quando eu fui embora e, falando por hoje, talvez não voltaria para Cork. Escolheria outra cidade, com mais opções e mais facilidades se fosse para morar de vez. Quando escolhi Cork, estava em busca exatamente do que ela me oferecia, por incrivel que pareça. Mas, por ser uma coisa nova, não sabia muito bem o que esperar e então percebi que não era aquilo que eu queria. A realidade de Cork é, sem duvida, a realidade de uma cidade pequena. Antes de você decidir ir para lá, você tem que conhecer o que a cidade vai oferecer para você e aceitar, antes de mais nada, a limitação, principalmente se você, assim como eu, sair de uma cidade grande. Sair de de São Paulo e ir para Cork é um choque grande MESMO. Mas você pode se descobrir naquele meio. Ou odiar. Tudo vai depender, novamente, do seu estilo de vida e dos seus objetivos.

 

Um intercâmbio em Cork é um crescimento.  A cidade e seus habitantes são hiper receptivos, calorosos e certamente isso faz muito a diferença. Você se sentir em casa longe de casa é, de fato, gratificante não é? Fazer um intercâmbio em Cork não significa morar definitivamente, então, se algo não te agrada, aprender a superar e fazer seu melhor é crucial pois se for pensar bem, temporário. Agora, se você decidir ficar de vez, saiba lidar com as suas divergências para/com a cidade e aprenda a pesar as coisas boas e ruins para entender o que vale a pena. Cork é linda, é cheia de história, lugares interessantes, especialmente nos arredores e com certeza você encontrará um lugarzinho favorito. Sinto muita falta de morar em Cork e, apesar do meu saldo com cidade ser mais negativo do que poisitivo, a nostalgia das coisas boas supera o que não gostei e sinto que sim, no final das contas, fiz uma boa escolha quando decidi fazer meu intercâmbio em Cork. Acredito que você também fará! 🙂

Brasil: o regresso a pátria (não tão) amada

ESSE POST CONTÉM PALAVRÕES E SE VOCÊ SE SENTE OFENDIDO, POR FAVOR, NÃO LEIA.

A grande maioria das pessoas que partem rumo ao seu intercâmbio sabem que toda esse sonho tem data certa para acabar. Seja depois de um ano – período inicial do intercâmbio em alguns casos ou 8 meses na Irlanda 🙂 – ou depois de uma ou duas renovações, muita gente vai descobrir na pele o que é voltar para o Brasil depois de um período fora.

Essa não é a primeira vez que volto do exterior – já falei aqui que fiz o programa de Au Pair americano e fiquei 2 anos fora. A primeira volta foi um tanto quanto traumática mas ainda assim, foi de “fácil” adaptação. Eu já queria voltar, todos meus amigos já tinham voltado então, aos trancos e barrancos a adaptação foi acontecendo. Apesar de ter ficado 2 anos fora, muita coisa havia mudado sim, mas muito continuou. Eu não tinha uma rotina de trabalho quando fui, então o nada que fazia antes de juntou ao depois e minha vida começou. Talvez isso tenha facilitado o retorno – uma vida nova começava.

Esse meu segundo retorno, dessa vez da Irlanda, tem sido um pouquinho mais dificil, afinal eu saí do Brasil para não voltar mais e quis o destino que eu voltasse – ainda tento entender esse destino pois não foi isso que combinamos. Saí do Brasil com uma carreira já sólida, um inglês bom e a ideia – e esperança – de conseguir me arrumar na Irlanda. E de fato não seria tão dificil, haja visto que mesmo com Stamp temporário, tive duas propostas de trabalho que acabaram não vingando justamente por conta desse bendito – vou passar longe desse assunto que cada vez que eu penso nele meu coração dispara de raiva. Pronto, passou…. continuando…

Devo confessar que cheguei feliz no Brasil e, acredite, com vontade de estar no Brasil. Olha só, quem diria hein? Depois de uma temporada frustrada na Irlanda, uma mini temporada frustrada em Portugal, tudo que eu queria era chegar “em casa”, abraçar mamãe e papai e ouvir que vai ficar tudo bem. Já vim com planos de investir numa casa, encontrar um trabalho logo – embora o pessimismo constante das pessoas em falar que a situação tava dificil e trabalho ia ser demorado demais para encontrar. Para desespero dos inimigos, com duas semanas no Brasil, olha só, eu já estava trabalhando. Aí tem sempre aquele que vem “Nossa, mas você acabou de chegar e já está trabalhando! Qual é receita? Fulano tá desemprego há 8 meses e não consegue nada…” Minha gente, eu sou boa no que eu faço e mantenho as portas abertas – não tem receita. Desculpem a modéstia, mas não tem outra explicação. Me benzo e sigo em frente, porque de olho gordo esse mundo está cheio, viu?

Enfim, nem tive muito tempo de re-adaptação e lá estava eu, de novo, navegando num mar de gente nos metrôs e trens da maior cidade do Brasil, constatando que nada mudou. Mesmo semblante de derrota na cara das pessoas, mesmas brigas diárias por lugares sentados nos transportes, mesmo empurra empura mas agora com um detalhe – NINGUÉM desgruda da po**a do celular. Eles brigam com celular na mão. Eles sobem escada rolante com celular nas mãos. Eles andam com celular na mão. E todos com olhares fixos na telinha, compartilhando a vida, compartilhando fofocas, compartilhando futilidades. E eu sempre atenta a tudo isso. Eu, pequena que sou – embora gordinha – sempre sendo esmagada pela multidão na entrada do trem, sem ter onde segurar – gente, eu não alcanço a barra de ferro quase no teto do trem.

Eu odeio o trem! Odeio mesmo! Sempre odiei e sempre preferi andar a pé do que entrar no trem. Mas, trabalho do outro lado da cidade e pegar o trem se tornou inevitável. E, num belo dia de sol… UM FILHO DE UMA PUTA CONSEGUE ME ROUBAR O CELULAR DENTRO DO TREM LOTADO! Sabe, é de ai, nem sei o que pensar. Num desses apertos da vida, eu sem onde segurar no trem tenho sempre que dar meus jeitos, não percebi o cidadão mexendo na minha bolsa e pegando o celular. Me chamem de desatenta, de ter pedido para roubarem, do que vocês quiserem e bem entenderem, mas é um segundo e distração e pronto, já era. Eu só percebi quando cheguei no trabalho e lágrimas rolaram na hora. De raiva, de desgosto, de ódio. Ódio de mim por não ter percebido, mas é muito mais fácil me culpar por ter tido um segundo de desatenção do que culpar o cidadão que sem dúvida será chamado de vítima da sociedade, com certeza ele estava precisando do dinheiro muito mais do que eu né? MEU C*!

Lembram daquela alegria de ter voltado pro Brasil? Que eu citei ali em cima? Aqueles planos de investir numa casa? Lembram? Então, se foram junto com meu celular. Se foram junto com a minha luta para adquirir um bem material que eu tinha vontade e consegui comprar. Se foram junto com  a minha esperança de um dia poder bater no peito e chamar esse país de lar.

Sempre vivi em São Paulo, sempre convivi com esse “perigo” e, infelizmente, o direito de ir e vir, o direito de poder ter o que pode ter se tornou um luxo, deixando de ser um direito há muito tempo. Você não pode comprar um carro bacana se tiver condições pois tem medo de ser assaltado. Você não pode comprar um relógio porque gosta pois tem medo do malandro que “não teve oportunidades na vida”. Você não pode viver e tem que saber sobreviver e conviver nessa guerra que nunca termina. Fora o assalto que você não vê: é feijão a 15 reais, é estacionamento de 30 min a 15 reais, é tarifa de ônibus a 3,80, impostos e mais  impostos tirando metade do seu salário. Não dá para viver num lugar desse.

Mais uma vez, me perdoem pelos palavrões mas não consigo encontrar palavras que façam o mesmo efeito – esse cantinho aqui continua sendo um cantinho pessoal, de compartilhar informações e experiências mas tem coisas que não dá para segurar e/ou esconder.

Bem vindos à nossa pátria (não tão) amada, Brasil!

 

Qual é a verdade sobre a área de TI na Irlanda?

Esse final de semana eu vi muitos posts nos grupos de Intercâmbio no Facebook sobre arrumar trabalho na área de TI na Irlanda. A opinião é geral: “vem que tá bacana, aqui tem muita vaga na área, tá todo mundo contratando, vem ser feliz!’. Mas… será que é assim mesmo?

As vezes eu me pergunto o quanto as pessoas que não trabalham na área TI efetivamente conhecem a área. Se você fala que trabalha com TI, o cara já cresce o olho e fala que você tá perdendo tempo, que deveria mandar currículo para todas as vagas que aparecem pois você vai se dar bem. Se tem passaporte europeu então, tá feito na vida! Melhor combinação: TI + passaporte europeu = tá rhyco!

A área de TI é MUITO grande. Tem inúmeras ramificações e profissões voltadas para a área, não significando que TI seja uma profissão. A divergência já começa por aí. Eu trabalho na área de TI; sou Analista de Qualidade de Software ou Quality Assurance Analyst. Não sei programar. Não sei mexer com redes. Sei muito pouco de Banco de Dados. Sei a teoria da Gerência de Projetos. Não dou suporte a hardware/software. Já conseguem exergar onde estou querendo chegar? Trabalhar na área de TI não é uma coisa geral; cada pedacinho tem uma qualificação diferente. Tem gente que conhece mais de 1, tem gente que mal conhece 1…

Agora, vamos ao ponto em que eu discordo da maioria das pessoas: “lá na Irlanda não precisa ter inglês bom pra conseguir um trabalho na área de TI, vai fundo”. Essa é a PIOR coisa que alguém pode dizer. Já recebi emails de pessoas me perguntando “Nadine, eu tenho inglês bem básico, mas tenho passaporte europeu e trabalho com TI; será que eu consigo emprego na área?” e eu respondo “Muito provavelmente não”. E a pessoa acha ruim porque fulano ou ciclano garantiu que a pessoa conseguiria sim, porque a Irlanda tá crescendo na área de tecnologia e bla bla bla bla. Você consegue imaginar um Gerente de Projeto que não consegue se comunicar decentemente ou um Help Desk que não consegue entender o problema do cliente ou que não consegue explicar como resolver o problema?

Gente, o que eu to querendo mostrar para vocês é que vagas existem sim. E muitas. Mas você pode ser o foda da sua área no Brasil. Se você for tentar alguma coisa na Irlanda, sem saber ao minimo de comunicar em inglês – saber pedir um lanche no McDonalds não faz de você um nativo, veja bem -,desculpa mas você será um analfabeto. E isso não é uma ofensa, é apenas um lembrete de que você precisa sim estudar e garantir a sua comunicação antes de começar a pensar em trabalhar na sua área. 

Vamos a um exemplo mais prático ainda. Eu morei 2 anos nos EUA. Fui Au Pair todo esse tempo, fiz cursos de inglês, fiquei craque. Isso há 10 anos atrás. Fui para a Irlanda em 2015 mas completamente insegura do meu inglês. Preferi esquentar um pouco antes de qualquer entrevista, afinal, fazia muito tempo que não usava o que havia aprendido. Não estava estudando, estava apenas fazendo bico de babá, mas usando meu inglês o dia inteiro e todo dia. Depois de um tempo arrumei uma entrevista, na minha área, nada mais nada menos que no Banco Central da Irlanda. Acredito que meu CV tenha chamado atenção, pois tenho bancos e Bolsa de Valores incluidos nele e isso pesa, não pesa? Não considero meu inglês fluente, ainda preciso de muito mais treinamento, mas coloco entre avançado e fluente. Já dei aulas para niveis básicos e uma das minhas alunas, inclusive, tirou um certificado de proeficiencia em ingles. Então, meu ingles não é ruim. Peguei nas mãos de Deus e fui fazer a bendita entrevista… e foi um fiasco! Por conta de tudo: ingles, nervosismo, pressão, afinal, era o Banco Central da Irlanda. Passei vergonha mas foi um tremendo aprendizado: é preciso aprender a andar antes de correr e ainda estava caindo nas tentativas de corrida.

Vamos agora, pegar o exemplo do meu marido. Cidadão português, mais de 10 anos de experiência na área e inglês intermediário. Fez uma entrevista para uma vaga FODA em Tralee, no condado de Kerry. A vaga tinha tudo para ser dele… se não fosse o inglês. Tinha conhecimento, poderia trabalhar mas não conseguia se comunicar da forma que a empresa necessitava.

Existem exceções? Com toda certeza! Já vi muita gente, especialmente programador, que conseguiu trabalho mesmo com um ingles intermediário. Tudo vai depender da vaga, da empresa e de como, lógico, você vai conseguir se vender. A verdade é que é sim possivel conseguir um trabalho na área, mas não é regra. Não vai sair do Brasil achando que você vai ser o fodão por lá por que não é bem assim que a coisa funciona. A área de TI é sim muito grande aqui no Brasil e lá fora, mas você precisa preencher os requisitos e o inglês, lá na Irlanda, é uma obrigação.